
A Polícia Militar de São Paulo desocupou na madrugada deste domingo (10) a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital. O prédio estava ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (7), em meio à greve na universidade.
A operação começou por volta das 4h15 e durou aproximadamente 15 minutos. Cerca de 35 policiais militares participaram da ação, segundo a Folha.
De acordo com os estudantes, a PM usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes durante a retirada do grupo. Quatro alunos foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa.
Vídeos divulgados e relatos dos estudantes apontam que policiais formaram uma espécie de corredor polonês na entrada principal da reitoria. As imagens mostram agentes golpeando alunos com cassetetes enquanto eles deixavam o saguão ocupado.

Segundo os estudantes, ao menos cinco alunos ficaram feridos durante a operação. Após a desocupação, equipes da PM permaneceram dentro do prédio da universidade.
Procuradas por email às 8h deste domingo, a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) ainda não haviam se manifestado sobre a ação.
Em nota, os estudantes afirmaram que o reitor Aluísio Segurado acionou a polícia, que “violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições. Com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos. Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos”, diz o comunicado.
Na sexta-feira (8), Segurado afirmou que não reabriria negociações com os estudantes após a ocupação da reitoria. “Abrir negociação novamente para uma proposta que já foi apontada como proposta final da universidade, do ponto de vista das suas possibilidades orçamentárias, não nos é possível fazer”, disse. Ainda na sexta, a PM havia fechado os acessos da rua da reitoria, cercado o prédio e cortado energia elétrica e água do local.



