
O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026 e atingiu o menor resultado para o mês desde 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (26).
A taxa permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior, de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, quando o índice estava em 5,8%. A pesquisa encontrou 6,1 milhões de pessoas em busca de trabalho no país.
O levantamento também apontou queda no desalento, grupo formado por pessoas que desistiram de procurar emprego por dificuldade de encontrar uma ocupação. A população desalentada chegou a 2,4 milhões, com recuo de 10,2% no trimestre, o equivalente a 277 mil pessoas a menos nessa condição.
A taxa de informalidade caiu de 37,5% para 37,3% da população ocupada. O indicador reúne trabalhadores sem carteira assinada ou sem registro e ajuda a medir a qualidade das ocupações disponíveis no mercado de trabalho.

Carteira assinada, conta própria e setores que contrataram
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, ficou em 39,3 milhões e permaneceu semelhante ao registrado no trimestre anterior. Já os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,4 milhões, também com estabilidade.
O total de trabalhadores por conta própria chegou a 26 milhões e não apresentou variação significativa na comparação entre os trimestres. Entre os grupamentos de atividade, transporte, armazenagem e correio cresceram 3,0%, com mais 177 mil pessoas ocupadas.
O grupo formado por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve alta de 3,1%, com acréscimo de 591 mil pessoas. Segundo o IBGE, os demais grupamentos não registraram variação significativa no período analisado.
A taxa de subutilização recuou de 14,1% para 13,3%. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas caíram 5,7% no trimestre, com 251 mil pessoas a menos nessa situação, mas ainda somaram 4,1 milhões. O rendimento médio real habitual da população ocupada ficou em R$ 3.726, enquanto a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 377,7 bilhões, ambos em estabilidade no trimestre.



