POLÍTICA

Geração Z se cansa de apps de namoro e pressiona plataformas por conexões reais

Imagem ilustrativa – Reprodução/Fast Company

A Geração Z começa a demonstrar cansaço com os aplicativos de namoro. Segundo pesquisa da Forbes Health, 79% dos jovens nascidos entre 1997 e 2012 relatam fadiga emocional provocada pelo uso dessas plataformas. O cenário levou apps tradicionais e novos concorrentes a buscar alternativas para tornar os encontros on-line mais autênticos e menos repetitivos. As informações são do jornal Extra.

O Tinder passou a investir em recursos voltados a interesses pessoais, como o Modo Música, e anunciou o Modo Astrologia, que promete sugerir “matches” com base em signos. A plataforma também testa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, uma ferramenta para conectar usuários em eventos presenciais. Segundo o app, mais de 60% da base tem menos de 30 anos.

Outras plataformas apostam em experiências diferentes. O 639APP elimina a foto inicial do perfil, limita interações simultâneas e usa dados astrológicos para sugerir afinidades. O aplicativo afirma ter 71.077 usuários, dos quais 98,7% são brasileiros, e passou a levar sua marca para eventos presenciais, como Ensaios da Anitta, Rock the Mountain, Oktoberfest e carnaval da Sapucaí.

Casal de mãos dadas sem mostrar o rosto
Imagem ilustrativa – Reprodução

O cientista de dados Pedro Lustosa, de 25 anos, afirma que deixou de ver sentido no uso desses aplicativos. “Os apps tornam tudo muito robótico, sempre o mesmo passo a passo toda vez”, disse. Para ele, muitos usuários parecem cansados da dinâmica repetitiva, embora não esteja claro se buscam novidades ou se estão desistindo de se relacionar.

Especialistas avaliam que o excesso de opções deixou de ser um atrativo. Para Flávio Bizzarias, professor da ESPM, a Geração Z busca experiências mais equilibradas, autênticas e com mais sentido. Sibele de Aquino, doutora em Psicologia e professora da Mackenzie Rio, afirma que mecanismos como o “swipe infinito” passaram a gerar mais fadiga do que engajamento.

Nesse contexto, apps como Hinge, Bumble e happn tentam reposicionar a experiência. O Hinge limita conversas sem resposta e incentiva interações mais intencionais. O Bumble diz que 62% dos usuários da Geração Z voltaram a usar apps de namoro, mas com foco em conexões mais genuínas. Já o happn investe em sugestões de locais e ações presenciais, como uma corrida de solteiros realizada em Botafogo, no Rio.

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