POLÍTICA

Kassab e Lula dão “lição” ao centrão com aproximação entre PSD e governo

O realinhamento e a troca de acenos entre o presidente Lula (PT) e Gilberto Kassab, líder do PSD, têm sido interpretados por aliados de ambos os lados como uma verdadeira “lição” ao centrão, informa Vinicius Passarelli, do Metrópoles.Play Video

A leitura política que se consolida é a de que o PSD deverá ser contemplado com maior espaço no quarto mandato de Lula. A recompensa vem pelo fato de a legenda ter sido a única fora do campo da esquerda a não se engajar na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno das eleições.

Dentro do próprio PSD, aliados próximos de Kassab já defendem abertamente o nome do dirigente para assumir um ministério na gestão federal. Em entrevistas recentes, o próprio presidente da sigla deu sinais de disposição para integrar a base aliada, sustentando a tese de que Lula não enfrentará dificuldades de governabilidade ao atrair o centro e isolar o PL.

A convergência entre o Palácio do Planalto e a sigla de Kassab também se fortaleceu no âmbito do Congresso Nacional, impulsionada pelo apoio do PSD à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados. Integrantes do PT encararam a movimentação como uma indicação clara de que o PSD está disposto a caminhar ao lado do governo nos embates legislativos contra a oposição.

Somado a isso, o progressivo distanciamento entre Kassab e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), surge como mais um elemento facilitador no diálogo com o governo federal. Como Tarcísio se estabelece como uma das principais lideranças da oposição a Lula para o próximo período, a perda de espaço do PSD no Palácio dos Bandeirantes retira o dirigente paulista do núcleo do governo estadual e abre caminho para uma costura direta e sem obstáculos com a gestão federal. Com 247

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