
Influenciadores e eleitores democratas foram às redes exaltar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao comemorarem a vitória avassaladora nas eleições de meio de mandato, as midterms, sobre Donald Trump. O resultado mostra que os democratas vão controlar o Congresso e elegeu governadores em estados chaves, como Gina Hinojosa no Texas.
Ativista político e influenciador democrata nos EUA, que cogitou a se candidatar a uma vaga na Câmara dos Representantes, Isaiah Martin, repetiu o bordão de André Janones (Rede-MG) ao agradecer ao Brasil por “mostrar o caminho” em publicação na madrugada desta quarta-feira (4).
“Obrigado Brasil por nos mostrar o caminho! Exploooooode!”, escreveu Martin.
Em seguida, o influenciador democrata mandou um recado para Flávio e Eduardo Bolsonaro, que fugiram para os EUA. O filho “02” de Jair Bolsonaro mora no Texas, onde os democratas venceram tanto para o governo, quanto para o Senado, com James Talarico.
“Deportem Bolsonaro”, escreveu Martin.
O podcaster Mbuyiseni Ndlozi, que comanda o African Renaissance Podcast, publicou um longo texto em que diz que os “Democratas têm seu momento Lula” ao analisar o resultado das eleições.
“Democratas têm seu Momento Lula! Preços dos alimentos, repressão à imigração, guerra com o Irã (ataques militares não autorizados), além de centros de dados de IA, expulsaram os republicanos da maioria”, escreveu no início do texto.
Saudado por brasileiros, que publicaram comentários celebrando a derrota de Trump, o senador Bernie Sanders, amigo de Lula, afirmou que o resultado das eleições legislativas foi “ótimo”.
“Os democratas agora controlarão a Câmara e o Senado e poderão responsabilizar Trump. Isso é ótimo. Em um momento de enorme desigualdade de renda e riqueza, devemos fazer mais. Devemos lutar agressivamente pelas famílias trabalhadoras. Chega de desculpas”, escreveu Sanders, saudado pelos brasileiros.
Cientista político em Harvard por três décadas e Vice-Presidente da World Values Survey – que investiga a relação entre crenças e políticas em todo o mundo -, Pippa Norris citou primeiramente o Brasil no que classifica como “resiliência autocorretiva da democracia”.
“Brasil. Sérvia. Israel (talvez). América. A resiliência autocorretiva da democracia. Leva tempo, é verdade. Mas um testemunho de que eleitores comuns defendem a democracia (segunda questão mais importante na pesquisa de saída nos EUA). E protegida pelos tribunais, as eleições importam. Um choque de realidade para líderes autoritários”, escreveu no X.
Com Revista Forum



