POLÍTICA

Maior gestora do mundo vê reeleição de Lula como certa e deixa Flávio Bolsonaro fora do radar

O analista responsável pela América Latina na BlackRock, Aitor Jauregui, afirmou em uma conferência fechada para investidores em Nova York que o presidente Lula (PT) deve vencer a eleição presidencial deste ano. A avaliação foi feita na sede da gestora, durante a abertura da Brazilian Week, agenda que reúne bancos, empresas e organizações brasileiras nos Estados Unidos.

Segundo Thais Bilenky, do UOL, pessoas presentes ao encontro afirmaram que Jauregui demonstrou otimismo com o cenário da América Latina e destacou, principalmente, os dados econômicos do Brasil. Na análise apresentada aos investidores, a economia segue como um fator relevante na decisão do voto, o que tornaria difícil retirar de Lula a condição de favorito na disputa.

O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado até agora como principal adversário do presidente, não foi mencionado por Jauregui nem pelos demais participantes da conferência. A ausência ocorreu em um momento em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta se consolidar como nome do campo bolsonarista para a eleição.

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, abriu a chamada Brazilian Week em Nova York. O evento ocorre em meio ao interesse de investidores estrangeiros pela conjuntura política e econômica do Brasil, especialmente diante da sucessão presidencial e da relação do governo brasileiro com o mercado internacional.

Lula, presidente do Brasil. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na mesma mesa, Chris Garman, diretor da consultoria Eurasia para as Américas, também traçou um cenário favorável a Lula. Ele afirmou que a relação do presidente brasileiro com Donald Trump vai bem e que a visita de Lula à Casa Branca surpreendeu positivamente.

Garman avaliou ainda que a atual conjuntura internacional favorece o petista. A plateia era formada por banqueiros, políticos, advogados e analistas brasileiros, em um encontro voltado à leitura de riscos e oportunidades no país.

O diagnóstico apresentado em Nova York ocorre poucos dias depois da divulgação da pesquisa Real Time Big Data pela CNN Brasil. O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 2 e 4 de maio, tem margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrado no TSE sob o protocolo BR-03627/2026.

No cenário espontâneo de primeiro turno, Lula aparece com 31% das intenções de voto, contra 24% de Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro, que está preso, aparece com 3%, o que indica transferência parcial do capital político bolsonarista para o filho mais velho.

Nos cenários estimulados, Lula também lidera. No primeiro, o presidente marca 40%, contra 34% de Flávio. No segundo, aparece com 38%, enquanto o senador registra 34%. Nenhum outro concorrente ultrapassa a marca de 5%.

A disputa, no entanto, fica mais apertada em uma eventual segunda etapa. No confronto direto testado pelo instituto, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 44%, contra 43% de Lula. Como a diferença está dentro da margem de erro, o resultado indica empate técnico entre os dois.

O quadro combina dois movimentos: investidores estrangeiros enxergam vantagem para Lula, apoiados na avaliação econômica do país, enquanto as pesquisas mostram uma disputa polarizada e aberta em caso de segundo turno.

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