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Pouco antes do encontro de Lula com Trump, Flávio Bolsonaro viaja aos EUA

O presidente estadunidense Donald Trump, e o presidente brasileiro Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos nesta segunda-feira (4), dias antes do encontro de Lula com Donald Trump na Casa Branca. O senador viajou para Miami no domingo (3), depois de participar de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, no Rio de Janeiro. Com informações da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles.

A viagem ocorreu na mesma semana em que Lula embarcará para Washington. A reunião do presidente brasileiro com Trump está prevista para quinta-feira (7), enquanto Flávio Bolsonaro deve retornar ao Brasil na quarta-feira (6).

Flávio Bolsonaro viajou acompanhado de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador-geral de sua pré-campanha presidencial. Até a tarde desta segunda, os dois não haviam divulgado informações oficiais sobre a viagem nem feito publicações nas redes sociais.

Uma das agendas previstas em Miami é um encontro com Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos há mais de um ano. A viagem tem caráter privado, embora Flávio Bolsonaro tenha comunicado ao Senado que estaria fora das votações da semana.

Flávio Bolsonaro está nos EUA, pouco tempo antes de encontro de Lula com Trump
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Na justificativa enviada à Casa, Flávio Bolsonaro declarou que viajaria em “missão política ou cultural de interesse parlamentar”, sem ônus para o Senado. O aviso também foi feito ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

A movimentação ocorre em meio à disputa política em torno da relação entre Lula, Trump e o bolsonarismo. Eduardo Bolsonaro ironizou a viagem do presidente a Washington e questionou o discurso de soberania nacional usado por Lula contra Flávio Bolsonaro.

A ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, portanto, ocorre em um momento de exposição da política externa na pré-campanha de 2026. O encontro de Lula com Trump será usado pelo governo como tentativa de tratar tarifas e investimentos; já o bolsonarismo tenta transformar a agenda em munição contra o discurso do Planalto.

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