
Eduardo Bolsonaro ironizou nesta segunda-feira (4) a viagem de Lula a Washington para se encontrar com Donald Trump na Casa Branca. Em publicação no X, o ex-deputado chamou o presidente de “malandro” e questionou o discurso de soberania nacional adotado pelo petista.
“Ué, mas não era o Flávio Bolsonaro o cara do imperialismo yankee? E a narrativa de Lula defender a soberania nacional? A verdade é que Lula, malandro que é, fez um discurso para a militância e outro para as elites. Entre um e outro existe um abismo!”, escreveu Eduardo Bolsonaro.
A provocação faz referência às críticas de Lula a Flávio Bolsonaro. O presidente já afirmou que o pré-candidato à Presidência pelo PL iria “entregar o Brasil” aos Estados Unidos caso fosse eleito, em meio ao debate sobre acordos envolvendo terras raras
Ué, mas não era o @FlavioBolsonaro o cara do imperialismo yankee? E a narrativa de Lula defender a soberania nacional?
A verdade é que Lula, malandro que é, fez um discurso para a militância e outro para as elites. Entre um e outro existe um abismo! pic.twitter.com/b1vydJb0TI
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 4, 2026
Recentemente Lula disse que o Brasil deve transformar e industrializar minerais estratégicos dentro do país. “Ele [Flávio Bolsonaro] quer vender para os Estados Unidos, sabe, uma coisa que é tão importante para o Brasil”, afirmou o presidente na ocasião.
O encontro entre Lula e Trump está previsto para quinta-feira (7) e deve tratar de tarifas comerciais. A reunião vinha sendo adiada desde março, após os governos não encontrarem uma data para a visita, articulada desde o fim do ano passado e combinada em janeiro por telefone. Estadão
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a reunião é importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil e o principal investidor no país. Ele também disse que Washington compra produtos brasileiros de maior valor agregado, como manufatura, aviões, automóveis, motores e máquinas.
Alckmin defendeu que o governo deve fortalecer a parceria com os Estados Unidos após o “tarifaço” e buscar avanços em barreiras não tarifárias, big techs, terras raras, minerais estratégicos e data centers. “Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, afirmou.



