
Imagem: Evaristo Sa / AFP / 25.mai.26
O presidente Lula (PT) iniciou nesta segunda-feira (25) sessões de radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo após a retirada de um carcinoma basocelular em abril. O procedimento aconteceu no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e é complementar à cirurgia realizada anteriormente.
O tratamento consiste em 15 sessões ao longo de aproximadamente três semanas. Segundo o hospital, não há restrições às atividades do presidente, que manteve sua agenda oficial normalmente. A radioterapia atua para reduzir o risco de retorno do tumor, eliminando células microscópicas que possam ter permanecido.
Especialistas explicam que a radioterapia preventiva é indicada quando fatores de risco para recidiva são identificados após a cirurgia. A escolha do tratamento considera a análise do material removido e a margem cirúrgica obtida. Em alguns casos, a cirurgia de Mohs é utilizada para garantir remoção completa, mas quando não é possível, a radioterapia é recomendada.


O procedimento foca apenas nas camadas externas da pele, diferentemente de radioterapias utilizadas para tumores profundos, apresentando menor penetração e efeitos sistêmicos discretos. Entre os efeitos colaterais esperados estão sensibilidade local, descamação, vermelhidão e queda de cabelo temporária, exigindo cuidados com proteção solar e higienização adequada.
O número de sessões não altera a classificação de baixo risco do carcinoma basocelular. Médicos afirmam que o protocolo segue padrões clínicos utilizados para prevenção de recidiva, garantindo eficácia, segurança, cicatrização adequada e preservação estética. A radioterapia complementar não indica gravidade adicional da doença.
O tratamento foi planejado considerando critérios técnicos como dose total, tamanho e profundidade da lesão, localização e tolerância da pele. Especialistas reforçam que a terapia tem como objetivo reduzir a probabilidade de retorno do tumor, sem tratar doença residual, permitindo que o presidente siga suas atividades normalmente.



