
O fugitivo Eduardo Bolsonaro (PL) rebateu as críticas feitas pelo deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) em meio à disputa por vagas ao Senado em São Paulo nas eleições de 2026. A troca de acusações ocorreu após o PL lançar o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL-SP), como pré-candidato ao Senado, movimento que ampliou o racha na direita paulista.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirmou que Salles “partiu para a calúnia” ao sugerir que ele estaria aceitando dinheiro para apoiar André do Prado. O ex-deputado também acusou o ex-ministro do Meio Ambiente de mudar de posição conforme seus interesses eleitorais.
“Você está virando meme nas páginas, Salles, por causa dessa sua conduta de ser ‘biruta’ de vento político. Você, aqui em última análise, está se desgastando, não sou eu não, Salles. Eu sou o primeiro suplente de uma chapa. O cabeça de chapa é outro, é o André do Prado. Você está notoriamente quieto, todo mundo viu isso, porque você acha que essa é a estratégia correta para você se manter dentro do tabuleiro político com um mandato”, disse.
Na sequência, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu se vitimizar sobre sua situação nos Estados Unidos: “Eu coloquei tudo na minha vida em jogo, um mandato de deputado federal, que vocês devem imaginar como é que é bom, uma candidatura encaminhada para o Senado”.
Salles, que também buscava apoio do grupo bolsonarista para disputar o Senado, afirmou que haveria indícios de um acordo financeiro envolvendo Eduardo e a candidatura de André do Prado. O deputado ainda disse que Tarcísio de Freitas (Republicanos) teria descartado o presidente da Alesp como vice em sua chapa “para não contaminar o governo” com supostos esquemas de corrupção.
A disputa ganhou novo capítulo depois que Tarcísio confirmou apoio à candidatura de André do Prado ao Senado. Outro nome da direita na disputa é Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo.
Em entrevista a um podcast, Salles também atacou Eduardo pela atuação nos Estados Unidos, afirmou que ele foi “fazer bravatas” e o chamou de “burro”. O deputado disse que o filho de Jair Bolsonaro se colocou em uma situação difícil ao permanecer no exterior e ao atuar contra o Brasil no episódio do tarifaço.
“Você se mandou para os Estados Unidos porque você quis. Você só inviabilizou o seu retorno para o Brasil depois que você já estava lá nos Estados Unidos falando um monte de ‘merda’, inclusive trabalhando contra o Brasil nessa história de tarifaço. O que eu passei com o ministro você não passou nem de perto. O seu papai mandou dinheiro para você ficar nos Estados Unidos. Eu não tive essas coisas. A minha família foi acordada com a Polícia Federal na porta. Eu tive a minha casa, meu escritório invadido pela Polícia Federal. Eu tive meu passaporte apreendido antes de eu ir para os Estados Unidos, como você foi. Então não vem cantar de galo aqui”, disse.



