
Flávio Bolsonaro tentou se afastar de Ciro Nogueira após a operação da Polícia Federal que mirou o senador do PP no caso Banco Master. Pré-candidato ao Planalto, o senador do PL demonstrou incômodo ao ser questionado por jornalistas em Florianópolis, onde cumpre agenda de pré-campanha. Com informações da Folha.
Ao ser perguntado se ainda cogitava Ciro Nogueira como vice, Flávio Bolsonaro disse que “nunca” havia feito esse convite e afirmou que apenas considerava o aliado “um bom perfil” para a vaga. Em seguida, tentou deslocar o foco da relação política entre os dois: “Vocês querem me vincular com o Ciro Nogueira, mas o Banco Master é do Lula”, declarou.
A fala contrasta com entrevista dada por Flávio Bolsonaro em junho de 2025. Na ocasião, ele disse que Ciro Nogueira tinha “todas as credenciais” para ser vice, citou o fato de o senador ser nordestino, comandar um partido “grande e forte” e ter demonstrado lealdade a Jair Bolsonaro quando foi ministro.
Nesta sexta-feira (8), Flávio Bolsonaro afirmou que não poderia responder por atos de pessoas próximas. “Não é que as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos dela, gente, pelo amor de Deus”, disse. Ele também chamou as suspeitas contra Ciro Nogueira de “acusações graves”, mas elogiou André Mendonça, relator do caso no STF.

Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão na quinta-feira (7), em nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas ligadas ao Banco Master. Segundo a Folha, a Polícia Federal apura se o senador recebeu valores repassados por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do banco, além de pagamentos de despesas pessoais, como viagens de jatinho.
A operação contra Ciro Nogueira abriu uma crise na direita e atingiu um nome que era tratado como “vice dos sonhos” de Flávio Bolsonaro. Além disso, em uma apuração da PF é mencionado pagamentos mensais vindas de Daniel Vorcaro de R$ 300 mil a R$ 500 mil ligados ao senador aliado da família Bolsonaro.
Ciro Nogueira disse nas redes sociais que a operação tenta manchar sua honra pessoal. Ele preside o Progressistas (PP), partido que integra federação com o União Brasil, bloco cobiçado por Flávio Bolsonaro para tentar ampliar sua base contra a reeleição de Lula em 2026. Com DCM



