
Erika Hilton é, depois de Lula, a figura mais importante da esquerda brasileira hoje. Pela vitória histórica da sua PEC que acaba com a escala 6X1 e pela bravura com que enfrenta o fascismo.
A única coisa que a extrema direita teme mais do que a voz de Erika Hilton é o celular de Daniel Vorcaro. Erika enfrentou a fúria do bolsonarismo e também da velha direita e foi desqualificada pelo colunismo que mandava os recados dos patrões.
Malu Gaspar, para tentar dizer que a deputada atuava de forma a constranger o governo, escreveu o seguinte, no título da sua coluna no Globo, no dia 14 de novembro:
“PEC que acaba com escala 6 x 1 tem potencial para emparedar o governo Lula”.
O texto criava uma intriga:
“O presidente Lula já tinha problemas suficientes para resolver, com seus ministros se digladiando internamente em torno dos cortes de gastos, quando ganhou as redes sociais e a atenção do Congresso a proposta da deputada do PSOL Erika Hilton que acaba com a escala de seis dias trabalhados para um de folga, a famosa 6 x 1”.
A futura presidente da República @ErikakHilton simplesmente ACABANDO com o André Fernandes no Plenário da Câmara enquanto defende o fim da Escala 6×1 pic.twitter.com/iBBdBbiO2o
— Camarote da República (@camarotedacpi) May 28, 2026
Leiam o argumento esdrúxulo da colunista, depois de dizer que a proposta contemplava o discurso das esquerdas, mas incomodava o governo:
“(…) a pauta também foi encarada no governo como uma forma de dispersar a atenção da opinião pública e do mercado sobre sua própria incapacidade de definir onde e como enxugar o Orçamento para caber nos limites do arcabouço fiscal”.
Malu Gaspar e a Faria Lima estavam preocupadas não com os dois dias de folga do trabalhador, mas com o arcabouço fiscal. E passou a publicar que a PEC dividia o governo porque preocupava o empresariado.
Claro que incomodava e ainda incomoda. Mas Lula assumiu a PEC e mandou que todo o governo assumisse, apesar da sabotagem de Malu Gaspar e de seus colegas de colunismo de direita nos jornalões.
A proposta de Erika Hilton foi aprovada pela Câmara, com votação maciça também da direita cínica, nos dois turnos de votação: com 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. Por Moisés Mendes



