POLÍTICA

Eduardo foi o mentor de Flávio Bolsonaro para planejar fuga; entenda

Flávio e Eduardo Bolsonaro juntos. Foto: Reprodução

Eduardo Bolsonaro aconselhou o senador Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil na noite de domingo (25), logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar Lula como vencedor da eleição. O ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo também defendeu que Flávio saísse do país. Naquela primeira conversa com o irmão, porém, o senador afirmou que permaneceria no Brasil.

De acordo com informações do Globo, Flávio mudou de posição menos de 24 horas depois, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de seus passaportes.

O senador entrou em pânico com a medida e passou a acreditar que poderia ser preso em seguida. Diante desse temor, comunicou a Eduardo que seguiria o conselho recebido.

Flávio Bolsonaro em culto evangélico nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro durante culto evangélico nos Estados Unidos. Foto: Reprodução

Apreensão dos passaportes mudou decisão de Flávio

Flávio decidiu viajar aos Estados Unidos com a família após a ordem de Moraes. A determinação sobre os documentos foi apontada como o fator que consolidou sua decisão de sair do país.

Antes de partir, ele recebeu orientações para permanecer no Brasil. Entre os aliados que defenderam essa posição estavam o governador Tarcísio de Freitas e o senador Rogério Marinho, além de seus advogados.

Na tarde de segunda-feira (26), Flávio se reuniu com esse grupo já decidido a deixar o país. Pessoas que participaram do encontro relataram que não suspeitaram que ele viajaria, embora tenham percebido seu temor.

Para gravar um vídeo no qual afirmou que nunca teve planos de deixar o Brasil, Flávio levou cerca de duas horas para definir o tom de sua fala.

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