
O comentarista político Reinaldo Azevedo ironizou, durante participação na BandNews na última segunda-feira (18), o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Felipe Nunes, diretor da Quaest, instituto responsável por pesquisas eleitorais divulgadas pela Globo. A reunião ocorreu em Brasília e foi tratada por aliados do parlamentar como uma coincidência.
Segundo Reinaldo, a versão de que o encontro aconteceu sem planejamento chama atenção pelo contexto político. Flávio despencou nas intenções de voto após a exposição de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e aparece em momento delicado na pré-campanha presidencial.
O comentarista abriu a análise em tom de deboche: “E vocês sabem que, nessa vida, a gente tem muitos encontros ao acaso, né?”. A frase serviu para questionar a naturalidade atribuída ao episódio. Em seguida, ele reforçou a ironia ao dizer: “Às vezes assim, o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”.
Reinaldo também destacou que o encontro teria ocorrido no endereço de um aliado de Flávio Bolsonaro. No local, estavam o senador Rogério Marinho, coordenador-geral da campanha, auxiliares e integrantes da equipe de marketing do pré-candidato. Para o jornalista, esse conjunto de circunstâncias torna a coincidência mais difícil de ser tratada como algo banal.
• @reinaldoazevedo – Flávio se encontra “por acaso” com principal analista de pesquisas da Globo pic.twitter.com/inwu3DD5tz
— Rádio BandNews FM (@radiobandnewsfm) May 19, 2026
Ao comentar a presença de Felipe Nunes, Reinaldo lembrou que ele não era apenas um representante qualquer da Quaest. “Que eu saiba, o representante da Quest era justamente o Felipe Nunes, que é o dono da Quest. O chefão da Quest”, afirmou. O ponto central da crítica foi o fato de Flávio encontrar, justamente em meio à crise nas pesquisas, o principal nome do instituto.
A Quaest foi procurada pela produção do programa “É da Coisa”, mas informou que não comentaria o episódio. Reinaldo voltou a ironizar o silêncio e descreveu a cena como um encontro providencial: “Você é especialista em pesquisa, vai na casa de uma pessoa, fortuitamente, como se maná caísse do céu”.
Na sequência, o comentarista explicou o sentido da crítica: se um pré-candidato em queda nas pesquisas encontra um especialista no tema, tende a aproveitar a oportunidade para falar sobre o cenário eleitoral. Segundo o relato divulgado pelo Metrópoles, Flávio teria feito perguntas ao representante do instituto sobre a disputa.
Para reforçar a ideia, Reinaldo comparou a situação a alguém que encontra um médico na família e aproveita para pedir uma consulta improvisada. “Você encontra aleatoriamente alguém que é especialista em pesquisa, você faz o quê?”, questionou.
No fim, o jornalista resumiu a ironia com uma expressão própria: “Eu tenho até um nome para isso que chama ICI, que eu já criei faz muito tempo, que chama Índices de Coincidências Incríveis. Acontece.” A frase sintetiza a desconfiança sobre o caráter casual do encontro entre Flávio Bolsonaro e Felipe Nunes.



