POLÍTICA

Flávio Bolsonaro, que negava contato com Vorcaro, cai em contradição ao admitir pedido de dinheiro

O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Pedro França/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse há dois meses que nunca havia tido contato com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Agora, após a divulgação de áudios e mensagens sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, o senador admitiu ter conhecido o banqueiro e pedido dinheiro para a produção sobre Jair Bolsonaro. Com informações da Folha de S. Paulo.

A negativa anterior ocorreu em março, quando a coluna de Mônica Bergamo revelou que o número de telefone de Flávio Bolsonaro aparecia na agenda de Vorcaro, em documentos da CPI do INSS. Na ocasião, o senador afirmou que nunca teve contato com o dono do Banco Master e disse que seu telefone “não é propriamente um segredo”.

Nesta quarta-feira (13), depois da publicação de conversas pelo The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro mudou a versão. Em nota e vídeo, afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024 e que buscou “patrocínio privado” para um “filme privado” sobre a história do próprio pai.

Flávio Bolsonaro Vorcaro contato
Daniel Vorcaro. Foto: Ana Paula Paiva/Agência O Globo

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, afirmou o senador.

Em uma das mensagens divulgadas, enviada em 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro cobrou Vorcaro por parcelas atrasadas. “Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás”, disse o senador.

As mensagens foram enviadas cinco dias depois de o Banco Central vetar a compra do Banco Master pelo BRB. Em 16 de novembro, um dia antes da primeira prisão de Vorcaro, Flávio Bolsonaro escreveu ao banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

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