POLÍTICA

VÍDEO: Repórter negra da Globo revela constrangimento em revista ao chegar nos EUA para a Copa

A repórter Karine Alves. Foto: reprodução

A repórter Karine Alves, da TV Globo, relatou nesta terça-feira (9) ter passado por uma abordagem ríspida ao entrar nos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026. O episódio foi citado durante o “Bom Dia Brasil”, em meio à repercussão de restrições migratórias e procedimentos de segurança envolvendo profissionais e delegações que chegam ao país para o Mundial.

Karine contou que agentes de imigração pediram que ela levantasse o cabelo durante a inspeção. “Quando eu cheguei nos Estados Unidos eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o cabelo e de uma forma um pouco ríspida, eu fiquei sem ação mas consegui entender no final e levantei o cabelo”, afirmou.

A jornalista disse ainda que a situação é relatada com frequência por mulheres negras que entram no país e observou que outras colegas não passaram pelo mesmo procedimento. “Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, mas que outras colegas [brancas] não passaram por aqui”, declarou.

Em outro relato, Karine afirmou que compreende a existência de procedimentos de segurança, mas destacou o modo como a abordagem ocorreu.

“Está dentro da legalidade as pessoas serem abordadas para revista, mas quando cheguei aos Estados Unidos pediram para eu levantar o meu cabelo de uma forma um pouco ríspida. Fiquei sem ação no momento, mas consegui entender o que estavam pedindo”, contou.

O caso ocorre às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A partida inaugural será entre México e África do Sul nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, na Cidade do México.

Nos últimos dias, outros episódios envolvendo entrada e fiscalização nos Estados Unidos chamaram atenção. Jogadores da seleção de Senegal foram submetidos a uma revista de segurança ainda na pista do aeroporto ao desembarcarem no país para disputar o torneio. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram integrantes da delegação sendo abordados por agentes logo após a chegada.

Os atletas aparecem passando por inspeções individuais com detectores de metal antes de deixarem a área de desembarque. Os procedimentos incluíram verificações detalhadas, checagem de calçados e inspeção de pertences pessoais. A revista diretamente na pista, antes do acesso aos demais setores do terminal, gerou repercussão.

A seleção do Uzbequistão também passou por procedimento semelhante ao chegar aos Estados Unidos para um amistoso contra a Holanda nesta segunda-feira (8). Relatos de restrições impostas a jogadores da seleção do Irã também vieram à tona nos últimos dias.

Outro caso citado foi o de um árbitro da Somália, apontado como um dos principais nomes da arbitragem africana, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos mesmo apresentando visto válido.

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