
Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva discutou nesta sexta-feira (27), no Palácio do Planalto, a criação de uma estatal voltada à exploração de terras raras. A proposta, ainda em elaboração dentro do governo, já circula com um nome sugerido: Terrabrás.
A iniciativa busca posicionar o Brasil na disputa global por minerais considerados estratégicos, fundamentais para a produção de eletrônicos e tecnologias avançadas. O país detém a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da China.
Participaram da reunião o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, e o assessor especial da Presidência, Celso Amorim.
Nos bastidores, a discussão ocorre em meio à pressão internacional por acesso a esses recursos. Os Estados Unidos já apresentaram proposta para ampliar a atuação de empresas norte-americanas na exploração de terras raras e outros minerais críticos no Brasil. O governo ainda não respondeu.
Modelo
O modelo em análise prevê uma estatal com atuação ampliada. A Terrabrás poderia participar de projetos privados, ter participação acionária e uma golden share, com poder de veto em decisões estratégicas. Há também a possibilidade de atuação em outros minérios considerados estratégicos, incluindo o ferro, embora a lista ainda não esteja definida.
A proposta enfrenta resistências. A avaliação dentro do governo é de que a chance de aprovação no Congresso é baixa. No mercado, o sinal também é de cautela: analistas apontam que o debate sobre maior intervenção estatal pode afastar investimentos no setor mineral. Com Revista Forum



