
Uma década após o processo de impeachment que feriu a democracia brasileira, o cenário
político atual revela um contraste absoluto entre a integridade de Dilma Rousseff e a decadência de seus algozes. Enquanto a ex-presidenta comanda com prestígio o Banco dos Brics em Xangai, os articuladores daquela ruptura constitucional hoje amargam o ostracismo ou o banco dos réus.
A história, agindo como juíza implacável, inocentou Dilma das falsas acusações de pedaladas fiscais, deixando claro que o movimento de 2016 foi uma armação das elites para entregar as riquezas nacionais.
A desmoralização dos golpistas é evidente ao observar figuras como Eduardo Cunha, Michel Temer e os expoentes do lavajatismo, que abriram caminho para a ascensão do bolsonarismo e a destruição de direitos sociais. O projeto que visava “estancar a sangria” resultou em um período de trevas, fome e ataques às instituições, que só foi interrompido com a vitória histórica de Lula.
Dilma, que nunca se dobrou diante dos interrogatórios da ditadura ou do cinismo parlamentar, tornou-se o maior símbolo da resistência e da dignidade da esquerda latino-americana.
A volta por cima da presidenta eleita pelo povo representa a vitória da verdade sobre a narrativa manipuladora da grande mídia e do centrão. O reconhecimento internacional de sua competência e a manutenção de sua coerência política servem como um lembrete constante de que o golpe não conseguiu apagar o seu legado de luta social.
Hoje, ao ver os conspiradores de 2016 tentando se desvincular do desastre que criaram, fica nítido que Dilma Rousseff saiu daquela farsa muito maior do que entrou, ocupando seu lugar de honra na história.



