
O governo brasileiro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), firmou contrato de R$ 200 mil com o escritório italiano Gentiloni Silveri para atuar na defesa do Brasil no processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O valor corresponde apenas à fase cautelar, que analisa a manutenção da prisão da parlamentar, presa em julho na Itália.
Ainda não há definição sobre o custo da etapa principal da ação de extradição, que deve se estender por longo período até uma decisão final. Segundo fontes da AGU, novas negociações estão em andamento com o escritório italiano, e o valor final dependerá do tempo de tramitação e da complexidade do processo judicial.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. Na semana passada, recebeu nova sentença de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir um homem com uma pistola durante as eleições de 2022.

Na última quinta-feira (28/8), a Justiça italiana manteve a prisão da deputada ao avaliar que há “risco máximo de fuga”. Durante a audiência, os três juízes que analisaram o caso consideraram que, apesar dos laudos médicos apresentados pela defesa, Zambelli tem condições de permanecer detida.
A extradição depende de uma tramitação judicial complexa, envolvendo tanto instâncias italianas quanto acordos bilaterais com o Brasil. A decisão sobre a permanência da parlamentar no sistema prisional italiano será reavaliada ao longo do processo, mas não há previsão de prazos curtos para a conclusão do caso.
A AGU acompanha de perto o processo em Roma, enquanto o Itamaraty também participa das tratativas diplomáticas. O caso é considerado de alta relevância por envolver uma parlamentar condenada em instâncias máximas do Judiciário brasileiro e pode se arrastar por meses até uma definição final sobre sua extradição.