
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil foi um dos principais destinos de investimento estrangeiro direto em 2025 e recebeu cerca de US$ 77 bilhões em investimentos (aumento de 23% em relação ao ano anterior).
O volume foi equivalente a aproximadamente 4,9% de todos os investimentos diretos do mundo e posicionou o país no terceiro lugar mundial como destino de capitais, atrás apenas de Estados Unidos (com US$ 288 bilhões) e China (US$ 80 bilhões), as duas maiores economias do mundo.
Os dados consolidam o país como um destino de confiança entre investidores internacionais e um polo de atração de capitais do mundo em desenvolvimento.
Em 2025, quando os fluxos globais de investimento estrangeiro direto cresceram 15%, o total estimado foi de US$ 1,7 trilhão nessa modalidade de transação, com maior concentração nas economias avançadas.
Os países emergentes registraram queda nos investimentos em projetos iniciados do zero, os chamados greenfield, que recebem aportes desde o início do desenvolvimento. Por outro lado, a China voltou a atrair capitais em um ritmo mais acelerado após três anos de leve desaceleração.
No caso brasileiro, a política Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê investimentos na industrialização de setores estratégicos da economia, é um dos principais marcos para a atração de investimentos, especialmente voltados a tecnologias verdes de descarbonização, tecnologias da informação e agroindústria.
“Em 2025, os recursos do Plano Mais Produção, instrumento de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB), saltaram para R$ 643,3 bilhões, com 93% desses valores já contratados e destinados a 406 mil projetos industriais em todo o país”, diz o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
No começo de março, o MDIC abriu o portal Janela Única de Investimentos, que reúne serviços e orientações para investidores e, segundo estimativas da pasta, pode reduzir em até 35% os prazos médios para a obtenção de permissões de investimento, além de aumentar em cerca de 12% os investimentos estrangeiros no país.
Para a emissão de vistos e autorizações de residência temporária, o ministério estima uma redução de 67%, com o tempo médio caindo de 60 para 20 dias.
Já para autorizações envolvendo produção de combustíveis, a redução média deve ser de 26%, passando de 199 para 146 dias.
De acordo com a OCDE, os principais fluxos de investimento estrangeiro no Brasil são destinados à exploração de recursos naturais e ao setor de energia. Em segundo lugar, aparecem os projetos de infraestrutura.
A energia renovável, o petróleo e a mineração estão entre os principais focos do mercado de capitais. Um exemplo são os projetos que visam instalar data centers de grande porte para abastecer empresas de tecnologia estrangeiras, utilizando a matriz energética altamente renovável do Brasil.
Um desses data centers, a ser instalado no Ceará, pertence ao fundo de participações estatal China-LAC e deverá abastecer operações do TikTok, com um empreendimento estimado em até R$ 200 bilhões em aportes ao longo da próxima década. Com Revista Forum


