POLÍTICA

OTAN quer debater proteção da Ucrânia: quem faz parte da aliança

Para além da presença dos líderes europeus na reunião com o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, na última segunda-feira (18/08), havia também o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte.

Os mandatários têm discutido os termos para um acordo entre Rússia e Ucrânia. Entre as pautas mais enfatizadas pelos europeus, estava a  a importância de garantias de segurança para Kyiv de “futuras agressões russas”, algo que Trump enfatiza que deve ser feito em “coordenação” com países europeus.

Durante a cúpula da OTAN em junho, já havia sido discutido pelos 32 países que atualmente integram a aliança, o que chamaram de um “compromisso inabalável com a defesa coletiva”. Na ocasião, os membros concordaram em ampliar seus gastos militares, após meses de pressão dos EUA.

Agora, os líderes militares da organização fazem parte, nesta quarta-feira (20/08), de mais uma reunião sobre a guerra e possíveis garantias de segurança para a Ucrânia.

Segundo autoridades dos EUA e da aliança consultadas pela agência Reuters, os chefes de defesa devem avaliar propostas de auxílio militar aéreo; isso ocorre após Trump descartar o envio de tropas norte-americanas ao território ucraniano.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky e Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, apertam as mãos em 2022
Wikimedia Commons/Presidência da Ucrânia

O que é a OTAN e o que diz o Artigo 5?

A Organização do Tratado do Atlântico Norte foi criada em 1949, em Washington, por 12 países, entre eles EUA, Reino Unido, França e Itália. O objetivo era conter a expansão da União Soviética durante a Guerra Fria.

Com o fim do bloco socialista em 1991, a aliança buscou por mais influência no leste da Europa. Hoje são 32 membros, incluindo Polônia, Hungria, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia e, mais recentemente, Finlândia (2023) e Suécia (2024).

Outros países, como Ucrânia, Geórgia e Bósnia Herzegovina, já solicitaram adesão.

O Artigo 5, por sua vez, é o princípio central da organização: um ataque contra um país deve ser considerado como uma agressão contra todos, permitindo resposta conjunta, inclusive militar.

A cláusula foi aplicada pela primeira vez após os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Não existe um exército próprio da OTAN, mas sim um esforço conjunto em planos, exercícios e operações comuns.

Entre as atuações mais conhecidas da organização estão a intervenção nos conflitos provenientes da separação da Iugoslávia, entre 1992 e 2004, e as missões no Afeganistão em cooperação com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Trump barraria adesão da Ucrânia

Trump já afirmou que Zelensky pode encerrar a guerra “se quiser”, e descarta a entrada da Ucrânia na OTAN como parte de um acordo de paz. O presidente dos EUA também disse que não haverá “retomada” da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

No último domingo, ainda antes da reunião, ele escreveu, em sua rede Truth Social: “O presidente Zelensky, da Ucrânia, pode acabar com a guerra com a Rússia quase imediatamente, se quiser, ou pode continuar a lutar. Lembre-se de como tudo começou. Não há como voltar atrás: Obama cedeu a Crimeia (há 12 anos, sem disparar um único tiro!) e A UCRÂNIA NÃO ENTROU NA OTAN. Algumas coisas nunca mudam!!!”.

Em julho de 2024, a OTAN havia confirmado um “caminho irreversível” de Kyiv rumo à adesão. A posição atual do republicano, porém, põe em xeque essa promessa; na época, já tratava-se de um possível ponto de discordância entre aliados.

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