POLÍTICA

Noruega amplia pressão sobre Infantino e pede sua saída imediata da Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa. Foto: Reprodução

A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) pediu a renúncia imediata de Gianni Infantino da presidência da Fifa e se tornou a primeira associação nacional filiada à entidade a defender publicamente sua saída. A federação afirma que perdeu definitivamente a confiança na condução do dirigente.

A NFF enviará uma carta oficial à Fifa na próxima semana para formalizar o pedido. A iniciativa amplia a pressão sobre Infantino após o recuo no projeto FIFA Forward Enterprise, que previa a venda de participações comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

A presidente da entidade norueguesa, Lise Klaveness, disse ao jornal britânico The Guardian que a sequência de controvérsias tornou insustentável a permanência do dirigente no comando do futebol mundial. “Decidimos que não há mais confiança em Infantino. A situação piora a cada ano. A confiança acabou para nós e não há volta para ele”, afirmou.

Klaveness também apontou uma divisão entre as associações que integram a Fifa. “Vivemos uma cooperação global muito polarizada. Vamos pedir sua renúncia imediata para que a comunidade do futebol possa olhar para o futuro e voltar a cooperar”, disse.

Donald Trump e Gianni Infantino com o troféu da Copa do Mundo na Casa Branca. Foto: reprodução

Federação norueguesa prepara denúncia ao Comitê de Ética

Além da carta, a NFF apresentará uma nova representação ao Comitê de Ética da Fifa. A denúncia reunirá três episódios que, na avaliação da federação, colocam em dúvida a governança da organização.

Um dos pontos será a tentativa de criação do FIFA Forward Enterprise. O projeto buscava comercializar participações ligadas à Copa do Mundo com investidores privados, mas a Fifa retirou a proposta após a reação de diversas federações.

A representação também questionará a entrega do chamado “Prêmio da Paz” da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A federação norueguesa incluiu ainda o caso do atacante Folarin Balogun na Copa do Mundo de 2026.

No episódio envolvendo Balogun, a suspensão do jogador acabou revista após pressão política, segundo a NFF. Klaveness afirmou que buscará apoio de outras federações nacionais para fortalecer a iniciativa contra Infantino.

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