POLÍTICA

O alerta no PT após decisão de Nunes Marques pró-Flávio Bolsonaro sobre pesquisa

Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiram com preocupação à decisão de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender a divulgação de uma pesquisa que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A avaliação no entorno petista é que a liminar pode abrir um precedente perigoso na disputa eleitoral.

Nunes Marques acolheu parcialmente um pedido da pré-campanha de Flávio Bolsonaro contra levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado em 19 de maio. A equipe do senador alegou que o questionário induzia o entrevistado a uma percepção negativa ao citar a troca de mensagens entre ele e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo a Folha, fontes da campanha de Lula afirmam, sob reserva, que a decisão foi recebida como uma sinalização ruim. O temor é que o novo presidente do TSE adote uma postura mais intervencionista sobre pesquisas durante a eleição deste ano.

O ministro e agora presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Foto: Luiz Roberto/TSE

A suspensão de pesquisas eleitorais não é inédita na Justiça Eleitoral, mas advogados de campanhas adversárias a Flávio Bolsonaro avaliam que a atuação da corte costuma se concentrar em falhas formais, como problemas de registro. No caso analisado por Nunes Marques, a discussão recai sobre a metodologia e o conteúdo do questionário.

Em outro caso recente, a então presidente do TSE, Cármen Lúcia, suspendeu uma pesquisa da Áltica Research que teria sido divulgada sem registro prévio obrigatório no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais. A ação havia sido apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).

A decisão de Nunes Marques é liminar e ainda será analisada pelos demais ministros do TSE. A avaliação do caso está prevista para a sessão desta terça-feira (9), quando a corte poderá manter, alterar ou derrubar a ordem que restringiu a divulgação do levantamento.

Com DCM

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