
O bolsonarismo conseguiu cruzar as fronteiras nacionais para se tornar uma vergonha global. O renomado jornal britânico Financial Times publicou uma reportagem demolidora que classifica a cinebiografia em inglês sobre Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”, como uma verdadeira “comédia de erros”. A publicação estrangeira destaca que o projeto, concebido para inflar o ego do clã, transformou-se em uma imensa ameaça à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, expondo as entranhas corruptas do movimento para o mundo.
O centro do escândalo internacional envolve os pedidos desesperados de dinheiro feitos pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, operador do Banco Master. De acordo com o jornal britânico, o herdeiro do extremista obteve milhões de dólares para o financiamento do filme com um indivíduo suspeito de corrupção, apontado como o principal responsável pelo colapso de uma instituição financeira de nada menos que 10 bilhões de dólares. Enquanto ostentava uma vida luxuosa, o financista operava um balcão de tráfico de influência para promover interesses escusos junto à família criminosa.
A repercussão internacional sepulta de vez a viabilidade eleitoral do senador. O veículo europeu lembrou aos seus leitores que o parlamentar foi alçado à condição de herdeiro político unicamente porque o patriarca da família foi condenado a 27 anos de prisão devido ao planejamento minucioso de um golpe de Estado, arquitetado para mantê-lo no poder de forma autoritária após a derrota humilhante nas urnas para o presidente Lula no pleito de 2022.
A investigação jornalística aponta que o acerto financeiro total entre as partes alcançaria a cifra astronômica de 24 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 134 milhões de reais. Desse montante negociado diretamente pelo senador, pelo menos 61 milhões de reais já foram efetivamente liberados. Em mensagens interceptadas e escancaradas pela imprensa, o político demonstrava total intimidade com o investigado, chamando o parceiro de negócios de “irmão” e prometendo lealdade cega ao afirmar que estaria com ele para sempre.

Desesperados com o impacto da crise e tentando salvar o projeto de propaganda ideológica, integrantes da cúpula da extrema direita buscam apoio externo. O extremista estadunidense Steve Bannon revelou ao periódico britânico que planeja usar sua máquina de propaganda nos Estados Unidos para impulsionar o longa, apostando no apelo do ator Jim Caviezel junto aos extremistas do movimento nos EUA. Na tentativa de minimizar o vexame, o filho do ex-presidente condenado viajou a Washington na expectativa de conseguir uma agenda política com Donald Trump e alertando as autoridades oara a possibilidade de fuga do Brasil.
Embora os operadores do bolsonarismo tentem vender o filme como uma grande jogada de marketing político internacional superior aos tradicionais comerciais de televisão, o tiro saiu pela culatra. A articulação espúria com setores financeiros quebrados e investigados pela polícia mostra que a dinastia política do retrocesso está acuada, desmascarada não apenas pelos tribunais brasileiros, mas agora sob o escrutínio e o desprezo da comunidade financeira e da imprensa internacional.
Com informações do DCM



