GERAL

Mídia hereditária: manipulação e desinformação

A TV Globo nasceu em 1965, logo após o golpe militar, e cresceu sob a sombra do regime em uma relação de mútua conveniência. Enquanto os militares viam na emissora uma ferramenta de integração nacional e propaganda, Roberto Marinho utilizou o apoio do governo e parcerias internacionais, como o polêmico acordo com o grupo Time-Life, para consolidar um império tecnológico e de audiência. Por anos, a emissora silenciou sobre as violações de direitos humanos e manipulou coberturas decisivas, como o início das Diretas Já.

Embora Marinho tenha protegido alguns intelectuais de esquerda dentro da casa, a linha editorial serviu aos interesses do sistema, um posicionamento que o próprio Grupo Globo só reconheceu oficialmente como um erro histórico em 2013. No fim, a trajetória da Globo é indissociável da ditadura, pois foi nesse período que ela se transformou na potência hegemônica que moldou a identidade cultural e política do Brasil moderno.

Já faz mais de dez anos que eu não assisto à Globo nem acompanho esses grandes portais e canais de notícia que passam de pai para filho. Para mim, essa mídia antiga não informa de verdade; ela só tenta manipular a cabeça das pessoas para defender os interesses de quem tem dinheiro. Como esses grupos estão sempre fechados com o grande capital, eles não estão nem aí para o povo e para quem é mais pobre. Por isso, decidi buscar a real informação em canais independentes e em sites de fora, longe desse joguinho de cartas marcadas das grandes famílias que mandam na notícia no Brasil.

A imprensa brasileira é historicamente concentrada nas mãos de poucas famílias que formam os maiores conglomerados de mídia do país. Esse cenário é marcado pela propriedade cruzada, onde um mesmo grupo controla TV, rádio, jornal e portais de internet.

Aqui estão os nomes que detêm o maior poder de influência:

Família Marinho (Grupo Globo): O maior e mais influente conglomerado, dono da TV Globo, G1, jornal O Globo e rádio CBN.

Edir Macedo (Grupo Record): Bispo e fundador da Igreja Universal, controla a Record TV, o portal R7 e o jornal Correio do Povo.

Família Abravanel (SBT): Fundada por Silvio Santos, a rede é hoje gerida por suas filhas e permanece entre as maiores audiências da TV aberta.

Família Saad (Grupo Bandeirantes): Comanda a Band (TV e rádio) e diversos canais por assinatura, como o BandNews.

Família Frias (Grupo Folha): Responsável pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL, um dos maiores do país.

Família Mesquita (Grupo Estado): Controla o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão).

Família Sirotsky (Grupo RBS): Domina o mercado de mídia na região Sul, com jornais como o Zero Hora e afiliadas da TV Globo.

Essa estrutura é frequentemente criticada por limitar a diversidade de vozes no debate público, já que as principais fontes de informação dos brasileiros pertencem a um círculo restrito de proprietários.

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