
O número de vítimas fatais no ataque à escola primária de meninas Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, subiu para 148. A informação, divulgada por veículos estatais iranianos e pela Al Jazeera, surge em meio a uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel, iniciada no último sábado.
Segundo a Mizan News Agency, agência oficial do Poder Judiciário do Irã, a escola foi diretamente atingida durante a operação. O bombardeio resultou na morte de 148 pessoas e deixou dezenas de feridos, segundo consolidação dos números pelas autoridades iranianas.
Equipes de resgate trabalham na remoção de escombros e no atendimento às vítimas, conforme relatado pela agência estatal IRNA. Anteriormente, já havia sido informado que pelo menos 63 pessoas ficaram feridas. O ataque se insere em uma série de ações militares que Teerã atribui à aliança entre Washington e Tel Aviv, intensificando a escalada de violência regional.
Governo iraniano denuncia morte de “crianças inocentes”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, compartilhou imagens do local atingido, descrevendo o ataque como responsável pela destruição da escola e pela morte de “crianças inocentes”. Ele enfatizou, em publicação na rede X, que “esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, classificou o bombardeio como um “crime flagrante” e solicitou ação imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além do ataque em Minab, a agência Mehr reportou a morte de pelo menos dois estudantes em outro bombardeio israelense que atingiu uma escola a leste da capital, Teerã.
Questionamentos sobre alvos militares e promessas de Trump
De Teerã, o jornalista Mohammed Vall, da Al Jazeera, levantou dúvidas sobre as declarações de Estados Unidos e Israel de que estariam atingindo apenas alvos militares. “Eles dizem que estão mirando apenas alvos militares e tentando punir o regime, não o povo do Irã”, observou Vall.
O jornalista destacou que o presidente Donald Trump havia prometido ajuda ao povo iraniano, mas os eventos recentes indicam a ocorrência de vítimas civis. “O presidente Trump prometeu ao povo iraniano que ajuda ou apoio estavam a caminho, mas agora estamos vendo vítimas civis, isso é algo que o governo iraniano irá destacar como um caso de violação do direito internacional e uma agressão contra o povo iraniano”, afirmou.
Até o momento, não houve manifestação oficial imediata por parte dos Estados Unidos ou de Israel em relação às acusações dos ataques às escolas.
Histórico de confrontos e escalada no Oriente Médio
A atual escalada de tensões ocorre após confrontos anteriores entre Estados Unidos e Irã, incluindo ataques em junho de 2025 que levaram a uma guerra de 12 dias. Naquele episódio, o Ministério da Saúde e Educação Médica do Irã informou que milhares de civis foram mortos ou feridos, além de danos significativos à infraestrutura pública.
O ataque à escola em Minab intensifica a tensão no Oriente Médio e reforça as denúncias iranianas de que civis, incluindo crianças, estão entre as principais vítimas da ofensiva militar em curso. A situação aumenta a preocupação internacional com a segurança e a estabilidade na região.



