
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou Gilberto Kassab, presidente do PSD, durante jantar com empresários na noite desta segunda-feira (23), na região da Faria Lima, em São Paulo. Ao comentar o cenário presidencial, afirmou duvidar que o PSD consiga lançar um nome competitivo ao Palácio do Planalto.
“Não há possibilidade de ter dois candidatos no segundo turno que não sejam Lula e Flávio Bolsonaro”, declarou Valdemar, de acordo com a Folha de S.Paulo. Ao lado do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, também defendeu a formação de alianças desde o primeiro turno. “O ideal seria que nós nos uníssemos no primeiro turno.”
Valdemar avaliou que a possibilidade de Sergio Moro (União Brasil) obter bom desempenho na disputa pelo governo do Paraná poderia dificultar uma candidatura presidencial de Ratinho Jr (PSD). Também afirmou que Ronaldo Caiado teria força eleitoral concentrada em Goiás. O dirigente não citou Eduardo Leite, outro nome colocado no debate interno do PSD.

Ao mencionar Kassab, Valdemar disse que o presidente do PSD teria cometido um erro em 2022 ao não integrar a chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como vice ao Governo de São Paulo. Após o evento, em entrevista a jornalistas, acrescentou que considera possível apoio do PSD a Lula em um eventual segundo turno. “Eles têm três ministérios”, afirmou.
O presidente do PL também defendeu que a vaga de vice em uma futura chapa estadual seja ocupada por seu partido, citando o tamanho da bancada da legenda na Assembleia Legislativa. “Na outra eleição, eu cedi para o Kassab. Agora é a nossa vez”, declarou.
Durante o encontro, Valdemar comentou ainda o caso envolvendo o vice-governador Felício Ramuth (PSD), que teve US$ 1,6 milhão bloqueado pela Justiça de Andorra sob suspeita de lavagem de dinheiro. Ramuth nega irregularidades e informou que os valores foram declarados à Receita Federal.
O dirigente do PL lamentou a divulgação das informações. No jantar, Valdemar também minimizou ações por propaganda eleitoral antecipada relacionadas ao desfile da Acadêmicos de Niterói e citou pesquisa interna, não registrada, sobre impacto eleitoral em São Paulo.



