
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã não permanecerá no cargo por muito tempo, caso não consiga obter a sua aprovação. “Ele vai ter que obter nossa aprovação. Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito”, afirmou ele ao canal ABC News, dando a entender que os Estados Unidos devem ter um papel decisivo na escolha do novo líder iraniano.
A declaração de Trump ocorreu pouco depois do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reagir à ideia de o presidente americano se envolver diretamente no processo de sucessão do líder supremo do Irã.
Araghchi, em entrevista ao programa “Meet the Press” da NBC, afirmou que a escolha do novo líder cabe exclusivamente ao povo iraniano, e não ao governo dos Estados Unidos.
O chanceler também exigiu um pedido de desculpas de Trump, acusando-o de ter iniciado a guerra no Oriente Médio e de ser responsável pela destruição e pelos assassinatos ocorridos na região.
A imprensa estatal iraniana informou que o órgão clerical responsável pela sucessão já votou no nome do substituto, e que o anúncio será feito em breve. O governo iraniano segue com o processo de escolha, enquanto a Assembleia dos Especialistas, composta por 88 aiatolás, continua analisando os nomes.

Trump, por sua vez, afirmou em uma entrevista ao site Axios, na quinta-feira (5), que pretende se envolver diretamente na escolha do novo líder supremo iraniano, destacando que Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, é uma opção “inaceitável” para os Estados Unidos.
“O filho de Khamenei é um peso morto. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo”, disse Trump, criticando a possibilidade de Mojtaba assumir o cargo. Posteriormente, em conversa com a agência Reuters, Trump reiterou suas declarações, mas ponderou que ainda era cedo para afirmar se Mojtaba seria o escolhido.
A sucessão no Irã está sendo acompanhada de perto, e Trump expressou a necessidade de encontrar um líder que seja “justo e correto” e que trate bem os Estados Unidos, Israel e seus aliados no Oriente Médio. “Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo”, comentou, enfatizando que o mais importante é a relação do novo líder com os Estados Unidos.
O processo de sucessão se intensificou após a morte de Khamenei, e o papel da Assembleia dos Especialistas segue sendo central para a escolha do novo líder. A possibilidade de Mojtaba Khamenei, o filho do líder falecido, assumir o cargo gerou controvérsias, com críticos do regime afirmando que sua ascensão ao poder seria um retrocesso.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também mencionou a questão em uma entrevista, indicando que Mojtaba Khamenei está sendo considerado um dos principais candidatos à sucessão, conforme informações recebidas pelo governo americano. O envolvimento dos Estados Unidos na escolha do novo líder iraniano continua sendo um tema de debate, e Washington permanece atento aos desenvolvimentos em Teerã.



