Polícia

Racista que xingou mulher de “preta” e “macaca” é preso após 3 dias foragido e 5 crimes

Célio Donizete Custódio chegou a desafiar a vítima a chamar a polícia no momento em que proferia o ataque repugnante

No último dia 31 de janeiro, um caso de agressão racista chocou a cidade de Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais. Célio Donizete Custódio, um homem de 53 anos, foi preso após três dias foragido por ter proferido xingamentos racistas contra uma mulher negra.

O incidente ganhou repercussão nacional após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no qual Custódio insulta a vítima com termos pejorativos e racistas. Neste artigo, discutiremos em detalhes o caso, a importância de combater o racismo e as consequências legais enfrentadas pelo agressor.

O incidente e a prisão do agressor


O vídeo que viralizou nas redes sociais mostra o momento em que Célio Donizete Custódio xinga a mulher negra com termos racistas, como “preta”, “macaca”, “imunda” e “vagabunda”. A vítima registrou a cena com seu celular enquanto Custódio, visivelmente descontrolado, proferia os insultos. A agressão teria sido motivada por uma suposta reclamação dos vizinhos sobre o barulho causado pelos cachorros de Custódio.

Após a divulgação do vídeo, a polícia iniciou uma investigação e identificou o agressor. Célio Donizete Custódio, que estava foragido, foi preso três dias após o incidente. Ele chegou a desafiar a vítima a chamar a polícia enquanto proferia os insultos, demonstrando a gravidade de suas ações.

A importância de combater o racismo


O caso de agressão racista em Boa Esperança é mais um exemplo da persistência do racismo em nossa sociedade. É fundamental combater essa forma de discriminação, garantindo que todas as pessoas sejam tratadas com igualdade, dignidade e respeito, independentemente de sua cor de pele.

O racismo não apenas causa danos emocionais e psicológicos às vítimas, mas também perpetua desigualdades sociais e econômicas. É responsabilidade de todos nós combater o racismo em todas as suas formas, seja através da denúncia de casos de discriminação, da promoção da igualdade racial ou do apoio a políticas públicas que visem a inclusão e o respeito à diversidade.

As consequências legais para o agressor


Célio Donizete Custódio, ao proferir os xingamentos racistas contra a mulher negra, cometeu um crime. No Brasil, a prática de racismo é considerada um crime inafiançável e imprescritível, de acordo com a Lei nº 7.716/1989. A pena para esse tipo de crime varia de dois a cinco anos de prisão, podendo ser aumentada caso haja agravantes, como o uso de violência física.

No caso específico de Custódio, além das acusações de racismo, ele também foi indiciado por outros cinco crimes relacionados ao incidente, como ameaça, injúria racial e perturbação do sossego. Esses crimes agravam ainda mais a situação do agressor, que poderá enfrentar uma pena mais severa caso seja condenado.


O caso de agressão racista em Boa Esperança serve como um alerta para a persistência do racismo em nossa sociedade e a necessidade de combatê-lo de forma enérgica. É essencial que casos como esse sejam amplamente divulgados para conscientizar a população sobre a gravidade dessas atitudes e para garantir que os agressores sejam responsabilizados pelos seus crimes.

A prisão de Célio Donizete Custódio após três dias foragido e o indiciamento por cinco crimes demonstram que o sistema de justiça está atuando para combater o racismo e garantir a segurança e o respeito a todos os cidadãos, independentemente de sua origem étnica. É preciso continuar lutando contra o racismo, promovendo a igualdade racial e construindo uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.

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