
Protestos e atos de solidariedade à Venezuela foram realizados em diversos países neste fim de semana, em reação à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o território venezuelano e à captura do presidente Nicolás Maduro. As manifestações ocorreram em capitais da América Latina, além de cidades na Europa, na Ásia e nos próprios Estados Unidos, com palavras de ordem denunciando a escalada militar e exigindo respeito à soberania venezuelana.
As imagens e informações foram publicadas pela agência chinesa Xinhua, que documentou atos em cidades como Brasília, Buenos Aires, Quito, Santiago, San Salvador, Havana, Caracas, Nova York, Tóquio, Nápoles e Atenas. Segundo o material, os protestos ganharam força após a divulgação de que tropas norte-americanas teriam realizado uma operação de grande escala para capturar Maduro e sua esposa, removendo-os do país.
Mobilização internacional e condenação da ofensiva
Em Brasília, manifestantes se reuniram em frente à Embaixada da Venezuela com cartazes em apoio ao governo bolivariano. Em Buenos Aires, protestos ocorreram diante da Embaixada dos Estados Unidos, repetindo o mesmo tom de denúncia contra a ação militar e em solidariedade ao povo venezuelano.
Na capital do Equador, Quito, manifestantes também foram às ruas condenar os bombardeios e a detenção do presidente venezuelano. Em San Salvador, em El Salvador, atos destacaram a gravidade do episódio e o impacto para a estabilidade regional, com protestos direcionados contra a intervenção norte-americana.
Cuba reage com atos oficiais e discurso de Díaz-Canel
Em Havana, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel participou de um evento que condenou a agressão militar dos EUA contra a Venezuela. As imagens registram o líder cubano discursando diante do público e acompanhando atos de repúdio ao que o material descreve como agressão militar norte-americana. Também houve concentração em frente à embaixada dos EUA, com participantes exibindo bandeiras cubana e venezuelana.
A mobilização em Cuba reforçou a leitura, comum entre governos e movimentos políticos da região, de que a escalada representa uma ameaça direta ao princípio de autodeterminação e aos mecanismos de integração latino-americana, aumentando o risco de instabilidade geopolítica no continente.
Protestos nos EUA e relato de mortos em ataques aéreos
Nos Estados Unidos, manifestantes se reuniram em Nova York em atos contra a intervenção militar. O material aponta que a ofensiva teria provocado vítimas, citando que o jornal The New York Times reportou a morte de ao menos 40 pessoas em ataques aéreos realizados no sábado, incluindo civis e membros das Forças Armadas, com base em um alto funcionário venezuelano não identificado.
As imagens mostram manifestações com palavras de ordem contra a ação militar e contra a captura do presidente venezuelano, refletindo a repercussão interna e internacional do episódio.
Reação na Ásia e na Europa amplia pressão internacional
A repercussão também chegou ao Japão, onde manifestantes realizaram um protesto em Tóquio no domingo, exibindo faixas e slogans em apoio à Venezuela. O material afirma que o ataque e a captura de Maduro chocaram a comunidade internacional, gerando fluxo contínuo de condenações e preocupações ao redor do mundo.
Na Europa, foram registrados atos em cidades como Nápoles, na Itália, e Atenas, na Grécia, com manifestantes exibindo bandeiras venezuelanas e faixas de apoio, também diante de representações diplomáticas dos Estados Unidos.
Um episódio com impacto regional e global
Os registros reunidos pela Xinhua indicam que a ofensiva norte-americana contra a Venezuela desencadeou uma reação imediata em diferentes continentes, combinando mobilizações populares e eventos políticos formais. A captura e remoção do presidente Nicolás Maduro para fora do país, conforme relatado, coloca o episódio em um patamar de alta gravidade e tende a ampliar a tensão diplomática e o risco de novos desdobramentos na região.
Com manifestações em países latino-americanos, no coração de grandes centros políticos e nas ruas dos próprios Estados Unidos, o episódio expõe a profundidade do choque internacional diante da intervenção e reacende o debate global sobre soberania, ingerência externa e os limites do uso da força nas relações internacionais. Com Brasil 247



