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Primeira-dama da Turquia pede apoio do Brasil contra “carnificina” em Gaza em carta enviada a Janja

Emine Erdogan denuncia violação do direito internacional e compara a situação em Gaza à crueldade vista durante a Segunda Guerra Mundial

Emine Erdogan, primeira-dama da Turquia, enviou uma carta à primeira-dama brasileira, Janja, em busca de apoio do Brasil para lidar com a crise humanitária em Gaza. Na carta, obtida pela jornalista Daniela Lima, do g1, Emine Erdogan descreveu os recentes ataques promovidos por Israel na Faixa de Gaza como uma “carnificina” que tem chocado o mundo. Ela solicitou uma reunião ampla para discutir um cessar-fogo humanitário, com previsão para ocorrer na próxima quarta-feira, dia 15 de novembro.

Em seu apelo, Emine Erdogan denunciou a violação do direito internacional e comparou a situação em Gaza à crueldade observada durante a Segunda Guerra Mundial. Ela expressou profunda preocupação com os civis palestinos que estão sendo alvo de bombardeios e destacou a necessidade urgente de pôr fim a essa tragédia humanitária.

A carta foi encaminhada ao gabinete da primeira-dama brasileira, Janja, reconhecida por seu ativismo em questões de direitos humanos e justiça social. Até o momento, o governo brasileiro não emitiu uma declaração oficial sobre o pedido de Emine Erdogan. No entanto, Janja e Emine tiveram uma conversa por telefone nesta sexta-feira, dia 10, às 11h, para discutir o assunto.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também está desempenhando um papel ativo na busca por uma solução para a crise em Gaza. Erdogan anunciou sua intenção de lançar uma “iniciativa global” para abordar a situação e apelou por um cessar-fogo imediato em Gaza. Ele planeja entrar em contato com líderes de todo o mundo e realizar reuniões, se necessário, como parte dessa iniciativa. O presidente turco pretende lançar essa iniciativa global após uma cúpula extraordinária da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) na Arábia Saudita, agendada para este fim de semana.

Além disso, Erdogan declarou publicamente a intenção de seu país de considerar Israel como um “criminoso de guerra”.

Com Brasil 247

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