POLÍTICA

Prefeito de Chicago desafia Trump e barra apoio da polícia em ações contra imigrantes

Prefeito de Chicago desafia Trump, veta cooperação policial com governo federal e chama presidente de “ameaça à democracia”.Foto: AFP

O prefeito de Chicago, Brandon Johnson, assinou neste sábado (30) uma ordem executiva proibindo a polícia municipal de cooperar com autoridades federais diante da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intervir na cidade. O decreto veta qualquer colaboração em fiscalizações civis de imigração, patrulhas, paradas de trânsito ou postos de controle.

Durante coletiva, Johnson afirmou que não aceitará ordens de Washington e criticou diretamente Trump, a quem classificou como “imprudente e descontrolado”. Segundo ele, o presidente representa “a maior ameaça à democracia da história do país”. O prefeito, filiado ao Partido Democrata, reforçou que a medida busca preservar a autonomia local diante do que considera uma violação constitucional.

Trump, por sua vez, voltou a pressionar Chicago em sua rede social Truth Social, mencionando os altos índices de violência. “Seis pessoas foram mortas e 24 foram baleadas em Chicago no último fim de semana, e o governador de Illinois insiste que não precisa de ajuda. Ele é louco!”, escreveu. O presidente ameaçou enviar forças federais caso os problemas não sejam resolvidos rapidamente.

O presidente dos EUA, Donald Trump, falando em microfone com bandeira dos EUA no fundo
O presidente dos EUA, Donald Trump – Reprodução

A Casa Branca reagiu às declarações de Johnson e acusou prefeitos democratas de priorizarem embates políticos em vez de combater a criminalidade. Em comunicado, a porta-voz Abigail Jackson afirmou que as críticas ao governo federal “são apenas campanhas publicitárias” e que as comunidades locais estariam mais seguras se houvesse foco exclusivo na segurança pública.

O embate ocorre semanas após Trump ordenar uma intervenção federal em Washington, com a promessa de “tornar D.C. segura e bonita outra vez”. A medida, válida por 30 dias, determinou a retirada imediata de moradores de rua e endureceu a repressão contra o crime, em meio a um discurso presidencial que classificou a capital como “derrubada por gangues, criminosos e selvagens”.

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