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PIB da Argentina registra queda de 1,6% em 2023 e classe média corta gastos até com alimentos

Crise econômica afeta a classe média argentina, resultando em redução do consumo e aumento da pobreza

A crise econômica na Argentina tem se agravado nos últimos anos, com o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrando uma queda de 1,6% no ano de 2023, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), órgão nacional de estatísticas do país. Essa situação tem impactado diretamente a classe média argentina, que tem sido obrigada a cortar gastos em diversos setores, inclusive com alimentos básicos.

A inflação acumulada desde a posse do presidente de extrema direita Javier Milei, em dezembro, até fevereiro, ultrapassou os 70%, sem qualquer aumento salarial nesse período.

Impacto na classe média


A agência de notícias AFP destaca que a classe média argentina tem enfrentado dificuldades financeiras cada vez maiores. Com a inflação em alta e a ausência de reajustes salariais, o poder de compra tem se deteriorado rapidamente, levando a cortes no consumo de supérfluos e até mesmo de itens básicos, como alimentos. O índice inflacionário ao longo de 12 meses chegou a cerca de 280%, o que tem contribuído para o aumento da pobreza no país, afetando atualmente um em cada seis argentinos.

Decisões governamentais


A situação se agravou ainda mais após a posse de Javier Milei, que implementou uma série de medidas econômicas controversas. O presidente reduziu os subsídios ao transporte, combustível e serviços, além de eliminar regulamentações que controlavam os contratos de aluguel e os preços dos serviços médicos privados. Essas decisões se somaram à crise inflacionária desencadeada por uma desvalorização de 50% da moeda apenas alguns dias após sua posse. Como resultado, os salários perderam cerca de um quinto de seu poder de compra, representando a pior queda em 21 anos, de acordo com o índice oficial RIPTE.

Impacto social


O aumento da pobreza e a redução do poder de compra têm gerado uma série de consequências sociais preocupantes na Argentina. Com a classe média enfrentando dificuldades financeiras, muitas famílias têm buscado alternativas para garantir a alimentação básica, incluindo o acesso a alimentos descartados em contêineres de supermercados. Essa situação revela a gravidade da crise e a necessidade de medidas efetivas para reverter o quadro econômico do país.

Perspectivas futuras


Diante da gravidade da crise econômica e social na Argentina, o governo tem sido pressionado a adotar medidas que possam reverter essa situação. É essencial que sejam implementadas políticas públicas que visem a estabilização da economia, controle da inflação e promoção do crescimento sustentável. Além disso, é fundamental que sejam adotadas ações para a redução da pobreza e a recuperação do poder de compra da classe média argentina.

Conclusão


A Argentina enfrenta uma crise econômica profunda, evidenciada pela queda do PIB em 1,6% em 2023 e pelo impacto direto na classe média, que tem cortado gastos até mesmo com alimentos básicos. A inflação elevada, a falta de reajustes salariais e as medidas econômicas controversas adotadas pelo governo têm contribuído para o agravamento da situação.

É urgente a adoção de políticas efetivas para reverter esse cenário, visando a estabilização econômica e a melhoria das condições de vida da população argentina.

Com Brasil 247

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