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Pai bolsonarista invade creche e agride menina negra de 4 anos que abraçou seu filho

Caso foi registrado em escola municipal de Campo Grande (MS); defesa da família da criança agredida fala em racismo

Um incidente chocante ocorreu na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, no dia 11 de março de 2024. Naquela manhã, um pai identificado como Kelver de Miranda, de 32 anos e declarado apoiador de Jair Bolsonaro, invadiu a Escola Municipal Professora Iracema de Souza Mendonça e agrediu uma menina negra de apenas 4 anos de idade. O ataque foi registrado pelas câmeras de segurança da escola e levado à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

De acordo com testemunhas, o pai ficou extremamente irritado ao ver seu filho sendo abraçado pela colega e decidiu tomar medidas violentas. Ele adentrou o prédio escolar e empurrou a menina, que estava usando uma mochila cor-de-rosa com rodinhas. Em seguida, apontou o dedo em seu rosto, gritou e retirou seu filho do local.

A diretora da escola, uma mulher de 69 anos, tentou intervir e acabou sendo agredida também. Diante da situação, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada e conduziu os envolvidos à DEPCA, onde foi feito um registro da ocorrência. Segundo o relato do pai à polícia, ele afirmou que seu filho tinha “fobia e não gostava de ser abraçado” e que havia solicitado à monitora e à diretora que mantivessem a menina afastada, mas seu pedido não foi atendido, o que o deixou nervoso. O boletim de ocorrência também menciona que o pai já havia orientado seu filho a “bater” na menina caso ela se aproximasse.

A advogada da família da criança agredida, Lione Balta Cardozo, afirmou que se trata de um caso de racismo. Ela ressaltou que a menina, de apenas 20 quilos e recém-ingressa na escola, não deveria ter sido alvo de tal violência, independentemente de qualquer desentendimento entre as crianças. A advogada expressou preocupação com as marcas que esse incidente deixará na vida da menina.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Campo Grande emitiu uma nota oficial repudiando qualquer ato de violência e informando que está acompanhando o caso. Segundo a Semed, o pai estava aguardando seu filho entrar na sala de aula quando presenciou o abraço entre as crianças e decidiu afastar a menina, empurrando-a. A GCM foi acionada e acompanhou a situação, conduzindo a diretora e o pai à delegacia para o registro da ocorrência.

O caso continua sob investigação por parte da DEPCA, e a Secretaria de Educação se comprometeu a prestar apoio e solidariedade às crianças envolvidas, além de colaborar com as autoridades competentes na apuração do ocorrido. Este incidente ressalta a importância de combater o racismo e de garantir a segurança e o respeito no ambiente escolar para todas as crianças, independentemente de sua cor de pele.

Com Revista Fórum

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