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Milhares de pessoas fazem ato de rua pró-Palestina em Londres

Manifestantes também criticaram a posição do Reino Unido sobre o genocídio contra palestinos no Oriente Médio

Neste sábado (13), milhares de pessoas saíram às ruas de Londres para protestar contra o genocídio de palestinos perpetrado pelas forças de Israel na Faixa de Gaza. O Ministério da Saúde local estima que mais de 23,8 mil pessoas tenham perdido a vida devido aos bombardeios israelenses desde o dia 7 de outubro. O ato também teve como alvo a posição do Reino Unido em relação aos eventos no Oriente Médio.

Manifestantes de diversas origens e nacionalidades se uniram em solidariedade ao povo palestino, exigindo justiça e denunciando as violações dos direitos humanos. O protesto em Londres foi marcado por uma atmosfera de união e indignação, com faixas, cartazes e palavras de ordem expressando a revolta contra a violência e o apoio ao genocídio.

Uma das participantes, Maleeha Ahmed, de 27 anos, trabalhadora dos serviços de saúde, expressou sua motivação para se juntar à manifestação: “Queremos mostrar ao povo da Palestina que estamos com eles e também levantar a voz contra o nosso governo”. Ela também acusou o governo inglês de apoiar o genocídio em Gaza, afirmando que é inaceitável.

O protesto em Londres foi apenas um dos muitos que ocorreram em diferentes partes do mundo. Cidades como Washington (EUA), Paris (França), Roma e Milão (Itália) e Dublin (Irlanda) também testemunharam manifestações contra os crimes de guerra cometidos pelas forças israelenses no Oriente Médio. No Brasil, mobilizações semelhantes aconteceram em cidades como Brasília (DF), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Maceió (AL), Natal (RN) e Recife (PE).

Esses atos demonstram a solidariedade internacional e a insatisfação com a situação na Palestina. A comunidade global está cada vez mais consciente das atrocidades cometidas e está se unindo para exigir justiça e um fim imediato à violência. Além disso, os protestos são uma forma de pressionar os governos a adotarem uma postura mais assertiva na defesa dos direitos humanos e no apoio à causa palestina.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, acusado de genocídio, rejeita as críticas e afirma que o “Tribunal de Haia e o eixo do mal” não vão interromper os bombardeios em Gaza. A declaração de Netanyahu apenas intensifica a indignação e a determinação daqueles que lutam por justiça e paz na região.

A questão palestina é complexa e envolve anos de conflito, disputas territoriais e violações dos direitos humanos. Os atos de rua pró-Palestina em Londres e em outras partes do mundo são uma demonstração do poder da solidariedade e da mobilização da sociedade civil. Eles mostram que as pessoas estão dispostas a se levantar e lutar contra a injustiça, não importa onde estejam.

É importante destacar que o apoio à causa palestina não significa ser contra o povo israelense. O objetivo é promover a paz, a justiça e a coexistência pacífica entre ambos os povos. O diálogo e a negociação são fundamentais para alcançar uma solução duradoura e equitativa para o conflito.

Enquanto os protestos continuam a ecoar ao redor do mundo, é crucial que a pressão internacional aumente para garantir que as vozes dos palestinos sejam ouvidas e que medidas concretas sejam tomadas para pôr fim à violência e ao sofrimento na região. Somente assim será possível avançar em direção a um futuro de paz e justiça para todos.

Com Brasil 247

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