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Marco Aurélio ao DCM: “Silenciar sobre o golpe de 64 favorece novos retrocessos”

Advogado ressalta a importância de lembrar e debater o golpe militar de 1964 para evitar repetições históricas negativas

Em uma entrevista exclusiva ao Diário do Centro do Mundo (DCM), o advogado Marco Aurélio de Carvalho destacou a necessidade de não silenciar em relação ao golpe militar de 1964. De acordo com Carvalho, esquecer ou minimizar os eventos históricos desse período sombrio favorece a possibilidade de novos retrocessos e ameaças à democracia.

A memória coletiva como ferramenta de prevenção

Carvalho enfatizou que a memória coletiva desempenha um papel crucial na prevenção de eventos negativos no presente e no futuro. Ao lembrar do golpe de 64, é possível analisar as circunstâncias que levaram à ruptura democrática e aprender com os erros do passado. Ignorar ou silenciar sobre esse período histórico abre espaço para a repetição de padrões autoritários e a fragilização das instituições democráticas.

A importância do debate público

O advogado destacou que o debate público sobre o golpe de 64 é essencial para o fortalecimento da democracia. Discutir abertamente os eventos, suas consequências e os responsáveis por eles é fundamental para uma compreensão mais ampla da história do país. Além disso, o debate permite confrontar narrativas distorcidas e combater tentativas de revisionismo histórico que visam justificar ou apagar os abusos cometidos durante o regime militar.

Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. Foto: reprodução

Os perigos do esquecimento

Carvalho ressaltou os perigos do esquecimento seletivo em relação ao golpe de 64. Quando a sociedade deixa de lembrar e entender a gravidade dos acontecimentos, abre espaço para a perpetuação de práticas autoritárias e violações aos direitos humanos. É essencial manter viva a memória desses eventos para garantir que os princípios democráticos sejam preservados e que os avanços conquistados não sejam perdidos.

O papel dos movimentos sociais

Na entrevista, o advogado também destacou o papel dos movimentos sociais na preservação da memória e na defesa da democracia. A mobilização e a conscientização da sociedade civil são fundamentais para manter viva a discussão sobre o golpe de 64 e para resistir a possíveis retrocessos. A participação ativa dos cidadãos na defesa dos valores democráticos é essencial para evitar que episódios sombrios do passado se repitam.

Conclusão

A entrevista com Marco Aurélio de Carvalho ressalta a importância de não silenciar em relação ao golpe de 64. Lembrar e debater os eventos desse período histórico são fundamentais para evitar novos retrocessos e ameaças à democracia.

A memória coletiva, o debate público e a mobilização dos movimentos sociais desempenham um papel crucial na preservação dos valores democráticos e na construção de um futuro mais justo e livre.

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