Mundo

Israel já gastou quase R$ 10 bilhões em bombardeios em Gaza

Ofensiva militar de Israel resultou na destruição de milhares de residências e infraestruturas em Gaza

Israel tem enfrentado críticas internacionais devido aos altos custos financeiros e humanos resultantes dos bombardeios em Gaza. Segundo relatórios do Monitor de Direitos Humanos Euro-Med, o país despejou aproximadamente 25 mil toneladas de explosivos no território, equivalente a quase duas bombas de Hiroshima. A destruição causada pelos ataques incluiu um número alarmante de edifícios e infraestruturas devastados.

Impacto devastador sobre Gaza

De acordo com análises do New York Times e do The Guardian, cerca de 16% de todos os prédios em Gaza foram destruídos, um número que aumenta para 28% na cidade de Gaza e 36% no norte do território. O campo de refugiados de Jabalia foi particularmente afetado, com a identificação de duas crateras causadas por bombas de 900 quilos cada. Essas bombas têm um raio de destruição de até 35 metros, sem contar os desabamentos adicionais que podem ocorrer.

Lista de destruição

A lista de danos causados pelos bombardeios é alarmante. De acordo com dados das Nações Unidas e do governo de Gaza, até o momento foram atingidas 222.000 unidades residenciais, das quais 40.000 foram totalmente destruídas. Além disso, 278 instituições educacionais, 270 centros de saúde, 69 mesquitas e igrejas, 45 ambulâncias e 11 padarias foram alvos dos ataques.

Custos financeiros e origem das armas

Todos os mísseis utilizados por Israel foram fornecidos pelos Estados Unidos, variando desde a GBU-39, com 113 quilos, até a GBU 38, com 2.268 quilos. A GBU 38, fabricada pela Boeing, tem um custo equivalente a 700 mil reais. Estima-se que Israel tenha gasto cerca de US$ 2 bilhões, o equivalente a R$ 9,8 bilhões, apenas nos bombardeios a Gaza, incluindo o custo das bombas e das horas de voo dos aviões de ataque, como F-15, F-16 e F-35. As empresas responsáveis pela fabricação dessas aeronaves são a Lockheed Martin, a Northrop Grumman, a Boeing, a McDonnell Douglas e a britânica BAE Systems, juntamente com muitos outros fornecedores da indústria armamentista.

Consequências políticas e humanitárias

Os recentes bombardeios em Gaza têm gerado um intenso debate internacional sobre os impactos humanitários e políticos da ofensiva militar de Israel. A indústria armamentista, que se beneficia financeiramente desses conflitos, parece não se importar com os “danos colaterais” causados. Enquanto isso, a população de Gaza sofre com a destruição de suas casas, escolas, hospitais e locais de culto.

É fundamental que a comunidade internacional continue acompanhando de perto a situação em Gaza e trabalhe em prol de uma solução pacífica e duradoura para o conflito entre Israel e Palestina.

Redação com Revista Fórum

Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo