
O Irã alertou que retaliará contra Israel e as bases militares dos Estados Unidos caso seja alvo de um ataque. A declaração foi feita pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, e ocorre em meio a uma crescente onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Qalibaf afirmou que, caso o Irã seja atacado, os “territórios ocupados”, referindo-se a Israel e as bases e navios dos EUA, serão considerados alvos legítimos. Essa ameaça vem em um contexto de crescente tensão internacional e interna no Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também se manifestou sobre a situação, afirmando que os norte-americanos estão “prontos para ajudar” os manifestantes iranianos que buscam “liberdade”. A violência nos protestos, que já resultaram na morte de pelo menos 116 pessoas, segue aumentando, com mais manifestantes sendo mortos pelas forças de segurança. A violência dos protestos é uma resposta à repressão do regime iraniano, que não demonstra sinais de recuar, conforme afirmou Khamenei.
Os protestos, que começaram no final de 2025, têm ganhado força e se espalhado por várias cidades do Irã. O movimento é uma reação contra a crise econômica e as políticas autoritárias de Khamenei. Em um discurso recente, o líder iraniano chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”, enquanto seu conselheiro Ali Larijani declarou que o Irã está em “plena guerra”. O regime também acusou os EUA de incitar os protestos, embora Washington tenha negado essas alegações.
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A repressão do governo iraniano aumentou nas últimas semanas, com a polícia utilizando força excessiva para dispersar os manifestantes. Segundo fontes locais, o país enfrenta uma das maiores crises sociais e políticas em anos, com o regime lutando para manter o controle sobre o crescente movimento. A situação no Irã é agravada por sua fragilidade geopolítica, com a guerra em andamento contra Israel e os problemas internos que incluem as sanções internacionais.
Em meio à crise, o regime iraniano tem tentado desviar a atenção dos problemas internos, culpando as potências estrangeiras, principalmente os EUA, pelos distúrbios. No entanto, as acusações de abusos têm gerado uma reação internacional crescente. Organizações de direitos humanos e governos de várias partes do mundo condenaram o uso de violência contra manifestantes pacíficos e pediram o fim da repressão.
Irã: protestos contra a ditadura já deixam quase 50 mortos, segundo grupos de direito humanos
Governo iraniano ameaçou aumentar ainda mais a repressão caso os distúrbios continuem.
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Além das manifestações internas, o Irã enfrenta desafios externos significativos, como o restabelecimento de sanções pela ONU em relação ao seu programa nuclear. Com uma economia fragilizada e um governo isolado internacionalmente, o regime iraniano continua a enfrentar desafios para manter sua estabilidade. A situação no país permanece tensa, com o futuro político do Irã incerto.



