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Homens pagam até R$ 11 mil para participar de festa particular com “sugar babies” em SP

Sugar babies em busca de dadies na festa do aplicativo MeuPatrocínio, na Vila Olímpia, nesta quinta (28). Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Homens chegaram a desembolsar até R$ 11 mil para participar de uma festa exclusiva do aplicativo de relacionamentos MeuPatrocínio, que celebrou 10 anos de atividade e a marca de 16 milhões de inscritos. O evento aconteceu na última quinta-feira (28), em um espaço próximo à avenida Faria Lima, em São Paulo, e reuniu dezenas de “sugar daddies” e “sugar babies” em um ambiente de luxo e ostentação, conforme informações da Folha de S.Paulo.

A ideia inicial era cobrar R$ 15 mil por ingresso, mas, por limitações da plataforma de venda online, o valor ficou em R$ 9.999,99, mais a taxa de conveniência de 10%, chegando a cerca de R$ 11 mil.

Pelo menos dez homens compraram o acesso ao espaço mais exclusivo da festa. Outros 40 pagaram aproximadamente R$ 3.000, enquanto muitas das cem mulheres presentes entraram gratuitamente ou pagaram valores em torno de R$ 350.

As convidadas circularam com vestidos de seda, cetim ou veludo, enquanto os homens vestiam trajes de gala e usavam máscaras venezianas. Entre drinques importados e petiscos sofisticados, como presunto cru, queijo de cabra e ovas de peixe, o encontro seguiu o estilo de um verdadeiro “baile de máscaras” do universo sugar.

Relacionamentos sugar e histórias de luxo

O conceito de relacionamento sugar remonta a mais de 100 anos, mas voltou a ganhar força nos anos 2000, especialmente entre homens maduros e financeiramente bem-sucedidos e jovens atraentes em busca de companhias exclusivas.

O acordo geralmente envolve mesadas, viagens, presentes e experiências luxuosas em troca de afeto, companhia e, em alguns casos, sexo.

“Meu patrimônio não é grande, uns dois milhões”, contou um empresário de 55 anos que pediu para ser chamado de Almirante. “Eu procuro levar uma vida muito simples. Meu luxo é mimar minha baby. Eu tenho tempo para dedicar a ela”, disse, explicando que gasta mensalmente entre R$ 10 mil e R$ 12 mil com sua companheira.

Sugar daddy de smoking e mulher na festa do MeuPatrocínio . Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Carla Rodrigues Arruda, uma das mulheres presentes no evento, não esconde sua condição de sugar baby: “Todo mundo que me conhece sabe. Tenho um sugar daddy inglês, milionário, jovem, lindo. Ai, ele é tudo de bom”, disse.

Já a influenciadora Graciane Cabrera afirmou que busca algo além do dinheiro. “No meu caso não é sobre o dinheiro, é sobre o valor. Eu trabalho, sou formada em contabilidade, não tenho dificuldade, mas quero namorar um homem que pode me ensinar. Por exemplo, um cara que é muito foda na sua área profissional, eu quero ser foda igual a ele.”

Preconceito e apoio familiar

Apesar do glamour, as sugar babies também enfrentam críticas. Para Letícia Plum, o julgamento vem principalmente de outras mulheres.

“Tem muito mais mulher que não entende e já acha que você é prostituta, garota de programa, acompanhante. Mas, das pessoas da minha vida, meus amigos, meus familiares, todo mundo sabe, todo mundo entende”, disse.

Ela revelou ainda que sua mãe a incentiva a participar. “Eu estava meio desanimada hoje e pensando em não vir. E ela falou: ‘Não, a gente está aqui, vai sim. Já alugou o vestido, vai lá, linda, maravilhosa’. A minha mãe super me apoia em tudo.”

O “mercado sugar” em expansão

O MeuPatrocínio cobra R$ 357 por mês para o uso básico e R$ 999 mensais para membros “elite”, que ganham destaque na plataforma. Segundo a vice-presidente de marketing da empresa, Queila Farias, o modelo é visto como uma evolução das antigas relações de dependência financeira.

“Antigamente, a mulher era dona de casa e o homem era o responsável financeiro da relação. Hoje em dia, a mulher tem voz. Eu vejo a sugar baby como uma mulher empoderada, que escolhe com quem quer sair e não precisa se submeter a nada. Isso a gente deixa sempre bem claro”, afirmou.

Além do MeuPatrocínio, o mercado conta com outros sites como Universo Sugar, My Sugar Daddy, Meu Rubi, Me Mima, Glambu e Sudy, que reforçam a popularidade crescente desse tipo de relacionamento no Brasil.

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