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Governador Tarcísio será denunciado à ONU por uma das operações mais letais da história de SP, que já causou 39 mortes

Organizações de direitos humanos pedem responsabilização do governador de São Paulo por violência policial na Baixada Santista

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrentará uma denúncia no Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) devido à escalada da violência policial na Baixada Santista, região litorânea do estado. A denúncia será apresentada pela Conectas Direitos Humanos e pela Comissão Arns, durante uma reunião do colegiado em Genebra, na Suíça.

As organizações alegam que a operação policial em curso é uma das mais letais da história de São Paulo, resultando em 39 mortes de civis. O governador será citado como responsável por promover deliberadamente a violência policial contra pessoas negras e pobres.

A denúncia à ONU e a responsabilidade de Tarcísio de Freitas

A Conectas Direitos Humanos e a Comissão Arns apresentarão a denúncia contra o governador Tarcísio de Freitas ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. A operação policial em andamento na Baixada Santista, conhecida como Operação Escudo, é apontada como uma das mais letais da história do estado de São Paulo.

O documento apresentado pelas organizações destaca denúncias de execuções sumárias, tortura, prisões forjadas e outras violações de direitos humanos. Além disso, é ressaltada a ausência deliberada do uso de câmeras corporais pelos policiais durante as ações.

A escalada da violência policial na Baixada Santista

Após um mês do início da Operação Verão na Baixada Santista, a letalidade policial aumentou significativamente. Comparado ao mesmo período do ano anterior, o número de mortes causadas por ações policiais cresceu 94% nos primeiros dois meses. Durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas, houve um salto de 69 para 134 mortes decorrentes de intervenção policial.

A operação na região litorânea de São Paulo resultou em 39 mortes somente em fevereiro, levantando preocupações sobre a violência empregada pelas forças de segurança.

A responsabilidade do governador e as críticas às ações policiais

No documento a ser apresentado à ONU, o governador Tarcísio de Freitas será citado como responsável por promover a violência policial direcionada a pessoas negras e pobres. As organizações de direitos humanos destacam que o governador investe deliberadamente na violência policial, ignorando a proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos.

A ausência do uso de câmeras corporais pelos policiais é apontada como uma estratégia para evitar a responsabilização por abusos e violações de direitos humanos.

A letalidade policial e o papel do Ministério Público Estadual

Um levantamento realizado pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) do Ministério Público Estadual revelou que a alta nas mortes por intervenção policial foi impulsionada principalmente pela letalidade policial em serviço.

Em 2023, foram registrados 49 casos de mortes por intervenção policial, representando um aumento de 129% em relação ao mesmo período deste ano, totalizando 112 mortes nos primeiros dois meses. Esses números levantam preocupações sobre a conduta das forças de segurança e a necessidade de investigações imparciais.

A importância da denúncia à ONU e o apelo por responsabilização

A denúncia apresentada à ONU pelas organizações de direitos humanos tem como objetivo chamar a atenção internacional para a situação da violência policial na Baixada Santista e responsabilizar o governador Tarcísio de Freitas. A escalada da letalidade policial e as violações de direitos humanos apontadas exigem uma investigação imparcial eapuração dos fatos, a fim de garantir justiça e proteção aos direitos fundamentais dos cidadãos afetados.

As organizações destacam a importância de que as autoridades competentes realizem uma revisão das políticas de segurança pública, visando a adoção de medidas efetivas para prevenir abusos e garantir a responsabilização por eventuais violações.

O impacto da denúncia na sociedade civil e no debate público

A denúncia contra o governador Tarcísio de Freitas à ONU desperta um intenso debate público sobre a violência policial e a proteção dos direitos humanos no estado de São Paulo. A sociedade civil, organizações de direitos humanos e movimentos sociais têm se manifestado em repúdio às ações violentas e clamado por justiça e mudanças nas políticas de segurança pública.

A denúncia fortalece a necessidade de uma maior transparência e prestação de contas por parte das autoridades, bem como a implementação de mecanismos efetivos de controle e monitoramento das ações policiais.

A busca por soluções e a promoção dos direitos humanos

Diante dos desafios apresentados pela escalada da violência policial e das violações de direitos humanos na Baixada Santista, é fundamental que sejam buscadas soluções efetivas que garantam a segurança da população sem comprometer os direitos fundamentais.

Investimentos em treinamento e capacitação dos policiais, implementação de políticas de desmilitarização, fortalecimento dos mecanismos de controle e responsabilização, e a promoção do diálogo entre as instituições e a sociedade civil são medidas que podem contribuir para a construção de uma segurança pública mais justa e respeitadora dos direitos humanos.

Conclusão


A denúncia do governador Tarcísio de Freitas à ONU por uma das operações mais letais da história de São Paulo, que já causou 39 mortes, evidencia a urgência de medidas efetivas para combater a violência policial e garantir a proteção dos direitos humanos. A responsabilização das autoridades envolvidas, a revisão das políticas de segurança pública e o fortalecimento dos mecanismos de controle e monitoramento são passos fundamentais para promover uma sociedade mais justa e segura para todos os cidadãos.

A denúncia também ressalta a importância do engajamento da sociedade civil na defesa dos direitos humanos e na busca por soluções que promovam a paz e a justiça social.

Com Brasil 247

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