
A REAG Investimentos, do empresário João Carlos Mansur, integrante do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras, está no centro de uma investigação da Polícia Federal. A empresa possui atuação em diferentes negócios ligados ao futebol, incluindo arenas e clubes, e foi citada na Operação Carbono Oculto. Com informações do UOL.
Mansur é figura influente no Palmeiras. Ele participou da construção do Allianz Parque em parceria com a WTorre e hoje ocupa cadeiras tanto no Conselho Deliberativo quanto no COF do clube, com forte proximidade da presidente Leila Pereira. Seu nome é apontado como possível candidato à sucessão na presidência do Verdão.
A REAG também esteve envolvida em negociações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Juventus, com previsão de investimento de R$ 500 milhões em parceria com a Contea Capital. Além disso, a holding administra o Arena Fundo FII, responsável pela contabilidade da Neo Química Arena, estádio do Corinthians.
A Arena do Grêmio também esteve sob administração da empresa até a venda da dívida para o empresário Marcelo Marques, em operação de R$ 130 milhões.
Em nota, a REAG Investimentos informa que colabora com as autoridades responsáveis e permanece confiante que todos os fatos serão devidamente esclarecidos. Diz ainda que não possui nem nunca possuiu envolvimento com as atividades econômicas conduzidas por esses clientes.… pic.twitter.com/fFfRkkYVYB
— GloboNews (@GloboNews) August 28, 2025
Outros negócios de Mansur incluem a fundação da REVEE, empresa ligada à revitalização do estádio do Canindé, da Portuguesa, e da Fonte Luminosa, em Araraquara. Com mais de 35 anos de experiência em auditoria, gestão financeira e planejamento, ele já atuou em empresas como PriceWaterhouse Coopers, Monsanto e WTorre Arenas, além de ter estruturado mais de 200 fundos de investimento.
Em nota, a REAG informou que colabora com as autoridades e nega envolvimento com atividades ilícitas. A empresa declarou que nunca administrou diversos fundos citados na investigação e que, nos casos em que atuou como prestadora de serviços, agiu de forma regular e diligente.
A companhia acrescentou que renunciou ou liquidou fundos mencionados há meses e que não possui relação com as atividades empresariais desses clientes. Segundo a nota, a REAG continua em operação seguindo padrões técnicos, éticos e de transparência, em conformidade com as normas legais e regulatórias.