POLÍTICA

“Eu posso fazer você sumir”: as mensagens ameaçadoras de David Luiz para amante

David Luiz e Francisca Karollainy Barbosa Cavalcante. Foto: Reprodução

O zagueiro David Luiz, atualmente no Pafos, do Chipre, responde a uma denúncia formal feita pela assistente social Francisca Karollainy Barbosa Cavalcante, conhecida como Karol. A jovem de 29 anos, natural de Senador Pompeu (CE), afirma ter mantido um relacionamento extraconjugal com o jogador no período em que ele atuou pelo Fortaleza e relata ter recebido ameaças de morte após recusar uma proposta de trisal.

Em boletim de ocorrência registrado em 23 de agosto, Karol relatou mensagens enviadas pelo atleta por meio do Instagram, nas quais ele teria feito intimidações diretas.

“Você sabe que eu tenho dinheiro e poder então não banque a esperta”, escreveu o zagueiro em uma das mensagens. Em outro trecho, teria dito: “Seria triste seu filho ter que pagar as consequências dos seus atos” e “Eu posso simplesmente fazer você sumir”.

Karol afirmou ainda que o jogador chegou a mencionar o caso Eliza Samudio, assassinada em 2010, como forma de pressioná-la. Para a vítima, as ameaças configuraram “risco real de morte”.

As mensagens enviadas por David Luiz. Foto: reprodução

Segundo o advogado Fabiano Távora, que representa a assistente social, os contatos começaram de maneira aparentemente casual. “Ele mandou o convite de amizade, a convidou para Fortaleza e pagava hospedagens em hotéis de luxo. Quando ela não aceitou a proposta de relação a três, as ameaças começaram. A ameaça é muito evidente, muito direta. Ela foi forçada a se proteger”, disse.

A defesa acrescenta que Karol precisou trocar de hotel várias vezes após ser seguida em Fortaleza e, posteriormente, voltou para sua cidade natal com o filho de seis anos.

Diante das denúncias, a Justiça do Ceará concedeu medida protetiva na quarta-feira (27). A decisão determina que David Luiz mantenha distância mínima de 100 metros da vítima, não entre em contato por chamadas, mensagens ou redes sociais e evite frequentar locais onde Karol esteja presente. O descumprimento pode resultar em prisão preventiva, com pena de dois a cinco anos de reclusão.

Em entrevista ao Terra, Karol relatou o impacto das intimidações. “As mensagens que ele me mandava me transmitiam medo, angústia e eu estava assustada. Só quero paz”, disse. Ela afirmou também que o jogador tentou oferecer R$ 100 mil para que o caso não fosse exposto publicamente. A recusa teria intensificado o assédio e as perseguições.

A defesa do jogador, representada pela empresa ALOB Sports, nega as acusações. Em nota, declarou que o zagueiro “apenas respondeu mensagens recebidas” e que “reitera seu compromisso com a verdade, confiando que os fatos serão devidamente esclarecidos”.

A assessoria afirmou ainda que não houve encontro presencial com Karol e que a jovem enviava mensagens íntimas sem o consentimento do jogador.

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