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Estudantes britânicos e franceses unem-se a protestos pró-Palestina

As universidades britânicas University College London (UCL) e Warwick, juntamente com as francesas Sorbonne e a Sciences Po se incorporaram ao movimento antissionista

Estudantes de renomadas universidades britânicas e francesas estão se juntando a protestos em apoio à Palestina, em uma demonstração de solidariedade internacional. Movimentos estudantis antissionistas têm ganhado força nas universidades, tanto no Reino Unido quanto na França, em resposta aos contínuos conflitos entre Israel e Palestina.

No Reino Unido, a University College London (UCL) e a Universidade de Warwick estão liderando o movimento estudantil antissionista. Além disso, na França, a Universidade Sorbonne e a Sciences Po também se incorporaram a essa causa, tornando-se centros de mobilização estudantil em prol da Palestina.

Estudantes em outras cidades britânicas, como Leeds, Newcastle, Bristol e Sheffield, também estão demonstrando seu apoio aos palestinos. Eles montaram tendas e realizaram protestos em frente aos prédios universitários, exigindo que suas instituições de ensino cessem os investimentos em empresas que fornecem armas a Israel ou que se envolvem em negócios nos assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.

A Campanha de Solidariedade à Palestina, uma organização sediada no Reino Unido, declarou: “Hoje, estudantes de Leeds, Newcastle, Bristol e Sheffield juntaram-se a Warwick – exigindo que as nossas universidades parem de investir no genocídio de Israel!”. Essa é uma das principais demandas dos estudantes envolvidos nos protestos.

Os manifestantes estudantis buscam pressionar suas instituições acadêmicas a encerrarem parcerias com empresas como a BAE Systems e universidades israelenses, como a Universidade de Tel Aviv e a Universidade Hebraica de Jerusalém, que estão construídas em terras palestinas ocupadas.

Na França, a Universidade Sciences Po, em Paris, fechou algumas de suas principais instalações devido às manifestações estudantis pró-palestinas. Os estudantes organizaram uma manifestação pacífica no campus após a universidade rejeitar os pedidos para rever suas parcerias com instituições de ensino israelenses.

Em solidariedade às vítimas palestinas, um grupo de estudantes iniciou uma greve de fome. Essa ação visa chamar a atenção para a situação humanitária no território palestino e pressionar as autoridades universitárias a interromperem qualquer tipo de colaboração com Israel ou empresas que apoiem a guerra promovida pelo regime sionista em Gaza.

O movimento estudantil pró-Palestina, que começou na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, está se espalhando rapidamente por todo o país norte-americano e agora alcançou a Europa. Os estudantes estão exigindo que as autoridades universitárias cancelem seus negócios com Israel ou com empresas que apoiem a ocupação ilegal de territórios palestinos.

A solidariedade internacional demonstrada pelos estudantes britânicos e franceses fortalece a causa palestina e enfatiza a importância do engajamento estudantil na luta pelos direitos humanos e pela justiça. Essa união de vozes estudantis transcende fronteiras e mostra o poder da mobilização global em busca de um mundo mais justo e equitativo.

Os protestos estudantis pró-Palestina são um reflexo da crescente conscientização e indignação em relação à situação na região, onde a violência e a opressão têm afetado a vida cotidiana de milhões de pessoas. A adesão de estudantes universitários renomados a essa causa destaca a importância da solidariedade internacional e da pressão exercida sobre as instituições responsáveis por ações que perpetuam a injustiça.

Essa mobilização estudantil é um chamado à ação, não apenas para as universidades, mas também para a sociedade em geral, para que sejam tomadas medidas concretas em direção à paz e à justiça na Palestina. O envolvimento dos estudantes britânicos e franceses nessa luta é um lembrete poderoso de que a juventude tem o poder de impulsionar mudanças significativas e moldar um futuro mais inclusivo e pacífico.

Com Brasil 247

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