
O embaixador da Argélia no Brasil, Abdelaziz Benali Cherif, é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após um motorista da embaixada denunciar uma tentativa de agressão ocorrida dentro da missão diplomática. O funcionário Ulysses Souza de Araujo afirma que o diplomata partiu para cima dele durante uma discussão, sendo contido por dois colegas.
Segundo o relato do motorista divulgados pelo Metrópoles, o episódio ocorreu em 2 de fevereiro, quando ele informou ao embaixador que precisaria sair para uma consulta médica relacionada a um diagnóstico recente de câncer. Mesmo após ser avisado previamente sobre o compromisso, Cherif teria proibido a saída do funcionário.
De acordo com a ocorrência registrada, Ulysses deixou as chaves do veículo oficial na mesa do embaixador e informou que iria à consulta por se tratar de um direito trabalhista. Nesse momento, o diplomata teria se exaltado e tentado agredi-lo fisicamente, sendo contido por dois diplomatas presentes no local.
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O motorista, que trabalha na embaixada há 25 anos, também denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT), alegando ter sofrido assédio moral, advertências e suspensão após o episódio. Ele afirma que o ambiente de trabalho teria se tornado hostil e que funcionários seriam frequentemente submetidos a ameaças e humilhações.
Após a confusão, Ulysses relata que recebeu advertências por suposta falta de respeito ao embaixador e chegou a ser suspenso. Durante um período de afastamento médico de dez dias, a embaixada teria emitido novas advertências por abandono de emprego e determinado o retorno imediato ao trabalho.
A defesa do motorista entrou com pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho, alegando faltas graves por parte da missão diplomática. Procurada pela reportagem, a Embaixada da Argélia não se manifestou até a publicação. O caso segue sob investigação da polícia e também é analisado na esfera trabalhista.



