
O YouTube removeu diversos canais brasileiros após denúncias de exploração da imagem de crianças e adolescentes, entre eles o “Bel para Meninas”, de Isabel Peres, hoje com 18 anos. A decisão ocorreu no dia 20 de agosto, dias após o vídeo “Adultização”, do youtuber Felipe Bressanim, o Felca, que citou a conta como exemplo de conteúdos considerados prejudiciais. A plataforma informou que a remoção se deu por violação da política de segurança infantil.
Além do canal de Bel, também foram deletadas contas de outros influenciadores que violaram as mesmas diretrizes, como João Caetano, Taspio e o casal Patrícia Caetano e André Campos, conhecidos como Paty e Dedé. O YouTube declarou que possui tolerância zero com qualquer conteúdo que envolva sexualização de menores de 18 anos.
Nas redes sociais, Bel afirmou ter sido injustiçada e convocou seguidores para protestar em frente ao escritório da empresa nesta sexta-feira (29).
O canal da mãe de Bel, Francinete Peres, também foi removido por suposta violação das regras contra spam, práticas enganosas e golpes. A jovem relembrou que já havia enfrentado críticas em 2020, quando internautas apontaram maus-tratos em vídeos antigos, mas alegou que as acusações eram falsas. Segundo ela, o encerramento do canal atual representa os piores dias de sua vida.
Bel para meninas se pronuncia após seu canal do youtube ser DELETADO por denuncia de ADULTIZAÇÃO:
“Não sei até onde essa perseguição vai continuar. Porque tava tudo bem. Não tem nada, não tem nenhum conteúdo inadequado” pic.twitter.com/gARnDrlLPb
— QG do POP (@QGdoPOP) August 28, 2025
Entre os outros casos, o youtuber João Caetano, de Londrina (PR), perdeu um canal com 14 milhões de inscritos após acusações de conteúdos violentos envolvendo adolescentes. O casal Paty e Dedé, com 7,5 milhões de seguidores, também teve sua conta suspensa. Já o influenciador Taspio, com 7 milhões de inscritos, produzia novelas curtas com adolescentes e disse que seguirá criando conteúdo, apesar da remoção.
De acordo com a política da plataforma, criadores recebem até quatro advertências antes da exclusão definitiva. O YouTube reforçou que contas reservas e canais de cortes também são proibidos e podem ser derrubados sem aviso. A empresa afirmou ainda que, apenas em 2024, mais de 18,8 milhões de vídeos foram excluídos em todo o mundo por violarem a política de segurança infantil.
O monitoramento, segundo a companhia, combina sistemas automáticos, revisores humanos e denúncias de usuários. O YouTube afirma que criadores podem recorrer da decisão em até um ano. No Brasil, não há lei que proíba a presença de crianças ou adolescentes na plataforma, mas a empresa restringe conteúdos que possam colocar em risco o bem-estar físico ou emocional de menores de 18 anos.