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Dezenas de milhares de pessoas protestam em Israel contra Netanyahu

Manifestantes pedem renúncia do primeiro-ministro e esforços mais sérios para liberar reféns do Hamas, em um momento em que país é criticado mesmo por aliados por ofensiva brutal na Faixa de Gaza

No último sábado (06/04), milhares de pessoas tomaram as ruas de Tel Aviv e outras cidades de Israel para protestar contra o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, exigindo sua renúncia. Estes foram os maiores protestos registrados desde 7 de outubro, quando o país entrou em guerra contra o grupo radical islâmico Hamas, após o pior massacre da história de Israel.

Manifestantes pedem a renúncia do primeiro-ministro, assim como esforços mais sérios para liberar os reféns do Hamas, que continuam em cativeiro. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham participado do protesto somente em Tel Aviv, e no país todo, o número sobe para pelo menos 150 mil.

Os protestos tiveram como ponto de encontro um cruzamento na cidade de Tel Aviv, renomeado para Praça da Democracia desde os protestos em massa contra as reformas judiciais de Netanyahu no ano passado. Durante o protesto, os manifestantes se juntaram a familiares dos reféns do Hamas, que também exigem ações mais enérgicas do governo para libertá-los.

No entanto, os protestos não foram pacíficos. Durante o protesto em Tel Aviv, cinco pessoas foram atropeladas, sendo uma delas gravemente ferida. O atropelamento teria sido intencional, causado por um veículo que transportava um casal de apoiadores de Netanyahu. Antes de avançar contra a multidão, o casal teria acusado os manifestantes de serem “esquerdistas”. O incidente gerou condenação generalizada e preocupações sobre o aumento das tensões sociais no país durante a guerra contra o Hamas.

Os protestos se espalharam por diversas cidades, como Jerusalém, Haifa, Beersheba, Herzliya e Cesareia. O líder da oposição Yair Lapid também participou de um dos atos em Kfar Saba, enfatizando que não serão dissuadidos ou forçados a parar de protestar até que os reféns sejam libertados e o governo atual caia.

Durante o protesto, um dos oradores mencionou Joni Netanyahu, irmão do primeiro-ministro, que morreu como soldado de elite em 1976 ao tentar libertar reféns de um avião sequestrado por terroristas palestinos e alemães. O orador questionou o legado do primeiro-ministro e suas ações durante o seu governo.

É importante ressaltar que Israel tem enfrentado críticas até mesmo de seus aliados de longa data, devido à ofensiva brutal em Gaza. Segundo a Autoridade de Saúde Palestina, controlada pelo Hamas, 33.175 palestinos foram mortos, sendo que 70% das vítimas são mulheres, menores de idade e idosos. O exército israelense anunciou a morte de mais quatro soldados na manhã de domingo. Estima-se que ainda há 129 reféns detidos em Gaza, incluindo 34 que se presumem estar mortos.

Os protestos em Israel demonstram a insatisfação da população com o governo de Netanyahu e a busca por mudanças significativas na política e nas ações do país. Os manifestantes exigem uma postura mais ativa para resolver a situação dos reféns e uma abordagem mais humanitária em relação ao conflito com o Hamas.

Com Carta Capital

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