POLÍTICA

“Deputado home office”: Eduardo Bolsonaro pede aval a Motta para atuar dos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Adriano Machado/Reuters

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) encaminhou nesta quinta-feira (28/8) um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo autorização para exercer o mandato a partir dos Estados Unidos. O parlamentar está no país desde fevereiro e argumenta que a Casa deve criar mecanismos para garantir a atividade remota.

No documento, Eduardo afirma que situações semelhantes foram autorizadas durante a pandemia de Covid-19 e que sua permanência no exterior é motivada por perseguição política. Ele disse que não pretende renunciar ao cargo e que atua em “diplomacia parlamentar” em agendas com autoridades americanas.

Entre março e julho, o deputado esteve licenciado para tratar de assuntos pessoais. Após o recesso parlamentar, voltou a acumular faltas não justificadas. Em Washington, busca apoio do governo Donald Trump para retaliar o Brasil em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Donald Trump e Eduardo Bolsonaro durante encontro na Casa Branca em 2019. Foto: Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

A Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro em 20 de agosto, acusando-os de tentar influenciar os processos por meio de sanções econômicas impostas ao Brasil. O caso é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou investigações por coação de autoridades.

Hugo Motta já declarou publicamente que não há previsão regimental para a prática de mandato à distância. Apesar de aliados ensaiarem propostas de mudança nas regras internas, nenhuma das iniciativas avançou. O presidente da Câmara afirmou que Eduardo será tratado como os demais parlamentares.

Na quarta-feira (27/8), Eduardo participou de forma remota de uma audiência em subcomissão da Comissão de Segurança Pública. Na ocasião, defendeu um perdão para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticou o ministro Alexandre de Moraes, dizendo que o indiciamento contra ele é “invenção”.

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