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Cinco mais ricos do mundo dobram fortuna e 5 bilhões empobrecem, diz relatório da Oxfam

Diferença de ricos para pobres aumenta, diz Oxfam

A desigualdade econômica global continua a crescer, revelando um panorama preocupante de disparidades sociais. De acordo com o relatório “Desigualdade S.A.”, divulgado pela Oxfam, uma confederação internacional de entidades dedicada a combater a pobreza e as injustiças, a distância entre ricos e pobres aumentou significativamente nos últimos anos.

Essa constatação contradiz as esperanças de que a pandemia de Covid-19 poderia promover uma maior igualdade social. No início da crise sanitária, muitos acreditaram que o trauma coletivo seria capaz de unir a humanidade em prol de um mundo mais fraterno e igualitário. No entanto, as previsões otimistas falharam em se concretizar.

O relatório da Oxfam destaca que a desigualdade global atingiu um nível comparável ao da África do Sul, considerado o país mais desigual do mundo. Além disso, a pobreza nos países de baixa renda aumentou desde 2019, afetando cerca de 5 bilhões de pessoas em todo o planeta. De acordo com o relatório, a fortuna dos cinco bilionários mais ricos do mundo mais do que dobrou desde o início da década, enquanto 60% da população global ficou mais pobre.

Um dos fatores que contribui para essa desigualdade é o aumento do custo de alimentos e bens essenciais, que tem impactado negativamente famílias de todo o mundo. Muitas delas lutam para adquirir itens básicos, como óleo, pão e farinha, sem saber quanto poderão pagar ou quanta fome terão que enfrentar.

Os salários não têm acompanhado o aumento dos preços, deixando centenas de milhões de pessoas com dificuldades financeiras e incapazes de estender o valor de seus ganhos mensais. Além disso, a escalada de conflitos, a crise climática e o aumento do custo de vida têm empurrado o mundo para uma realidade oposta àquela imaginada pelos otimistas. relatório da Oxfam também destaca algumas informações alarmantes.

Mais da metade (57%) dos países mais pobres do mundo, onde vivem 2,4 bilhões de pessoas, estão sendo forçados a reduzir os gastos públicos em um total combinado de 229 bilhões de dólares nos próximos anos. Essa medida pode ter um impacto devastador nas áreas de saúde, educação e infraestrutura dessas nações.

Além disso, a desigualdade de gênero também é um problema significativo. O relatório revela que as mulheres são as mais afetadas pela pobreza extrema e pela falta de acesso a oportunidades econômicas. A disparidade salarial e a falta de representação nas esferas de poder são apenas algumas das questões que perpetuam essa desigualdade.

Diante desse cenário preocupante, é necessário que líderes políticos e governamentais tomem medidas urgentes para combater a desigualdade econômica. Isso inclui políticas públicas voltadas para a redistribuição de recursos, a promoção da igualdade de gênero e o investimento em programas sociais que visem melhorar as condições de vida da população mais vulnerável.

Ainda há esperança de que a conscientização sobre o problema da desigualdade possa levar a mudanças significativas. A sociedade civil, organizações não governamentais e movimentos sociais desempenham um papel fundamental na luta por uma distribuição mais justa da riqueza e na defesa dos direitos humanos.

A desigualdade econômica é um desafio complexo que requer ação conjunta e comprometimento de todos os setores da sociedade. Somente quando as diferenças sociais forem abordadas de forma abrangente e sistemática, poderemos construir um mundo mais igualitário, onde todas as pessoas tenham oportunidades justas e condições de vida dignas.

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