Política

Ausência de Lira no ato pela democracia no 8/01 foi calculada

Presidente da Câmara evitou ato no Senado depois de receber Bolsonaro em Alagoas dia 3, mas o deputado sabe que seu futuro político depende do governo Lula, que terá ano de “colheita”

No dia 8 de janeiro, um importante ato político em defesa da democracia foi realizado na Praça dos Três Poderes. No entanto, a ausência do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), chamou a atenção e gerou discussões. Além dele, outros 15 governadores também não compareceram ao evento, que foi idealizado pelo presidente Lula para lembrar a tentativa de golpe que ocorreu em Brasília.

A ausência de Lira, que evitou o ato no Senado depois de ter se encontrado com o presidente Bolsonaro em Alagoas no dia 3, foi amplamente comentada e levantou questionamentos sobre sua estratégia política. Muitos acreditam que a decisão de não comparecer ao evento foi uma tentativa de agradar o eleitorado bolsonarista. No entanto, essa estratégia pode ter sido equivocada, pois, ao faltar ao ato, Lira não apenas não conquistou votos no bolsonarismo, como também perdeu acesso a um eleitorado vinculado à defesa da democracia.

Segundo o analista e consultor político Antônio Augusto de Queiroz, ex-diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a ausência dos políticos ao evento foi um cálculo errado. Queiroz argumenta que, em breve, as investigações sobre a tentativa de golpe revelarão provas contundentes do envolvimento de pessoas influentes nesse episódio. Essas revelações terão consequências graves para os envolvidos e a sociedade perceberá que aqueles que faltaram ao ato político em 8 de janeiro de 2024 estão ligados aos golpistas.

É importante ressaltar que, além de Lira, outros governadores também não compareceram ao evento. Entre os ausentes estavam Romeu Zema (Novo-MG), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cláudio Castro (PL-RJ), todos eles aliados do presidente Bolsonaro. Essa ausência em massa de líderes políticos aliados do atual governo levanta questionamentos sobre a coesão política e a defesa da democracia no Brasil.

O ato político em defesa da democracia teve a participação dos chefes dos Três Poderes, como Luís Roberto Barroso, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal. A presença dessas figuras públicas demonstra a importância do evento e o compromisso com a manutenção do estado democrático de direito.

A ausência calculada de Arthur Lira e dos demais políticos aliados ao governo no ato pela democracia no dia 8 de janeiro levanta discussões sobre suas estratégias políticas e suas conexões com o bolsonarismo. Essa decisão pode ter consequências tanto no cenário político atual quanto nas eleições municipais que ocorrerão em 2024.

É fundamental que a sociedade esteja atenta e cobre dos seus representantes uma postura comprometida com a democracia e com os valores democráticos. A ausência de líderes políticos em eventos como esse pode gerar questionamentos sobre a sua defesa dos princípios democráticos e o compromisso com o bem-estar do povo brasileiro.

Enquanto o país enfrenta desafios políticos e sociais, é essencial que os líderes políticos estejam unidos em prol da democracia e da garantia dos direitos fundamentais. A participação em atos políticos como o realizado em 8 de janeiro é uma forma de demonstrar apoio e fortalecer a voz da população na defesa de um Brasil democrático e inclusivo.

Nota do Editor: Este artigo é baseado em informações encontradas no site da Rede Brasil Atual.

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