
Um carro foi explodido em Caracas e o ato deixou vítimas civis, disse o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em publicação na rede social X neste sábado (3). Além disso, o ataque dos Estados Unidos matou autoridades e militares, afirmou neste sábado a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.
“Condenamos essa agressão brutal que tirou a vida de autoridades, militares e venezuelanos inocentes”, declarou Rodríguez.
Nenhuma vítima americana resultou da operação na Venezuela, informou neste sábado o jornal The New York Times, citando uma autoridade dos Estados Unidos. Segundo a reportagem, a autoridade se recusou a comentar sobre possíveis vítimas venezuelanas.
Ataques dos Estados Unidos contra o território venezuelano atingiram a capital, os estados de Miranda e Aragua, além de várias outras localidades do país, afirmou neste sábado o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.
“Neste momento, a barbárie das forças invasoras profanou nossa terra sagrada em Fuerte Tiuna, em Caracas, nos estados de Miranda e Aragua, e em La Guaira”, disse López em um pronunciamento em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo o ministro, as autoridades venezuelanas estão investigando relatos de possíveis vítimas civis após os ataques dos Estados Unidos.
“As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas informam à comunidade internacional que, nas primeiras horas de hoje, 3 de janeiro, o povo venezuelano se tornou alvo da mais criminosa agressão militar já perpetrada pelo governo dos Estados Unidos da América do Norte… Neste momento, estamos reunindo informações sobre os feridos e os mortos”, declarou.
López afirmou ainda que o ataque dos EUA contra a Venezuela é vil e covarde e ameaça a paz regional.
“Diante desse ataque vil e covarde, que coloca em risco a paz e a estabilidade da região, emitimos nossa mais enérgica condenação”, disse o ministro.
A Venezuela não cederá aos ataques dos Estados Unidos e sairá vitoriosa, acrescentou.
“Fomos atacados, mas não nos dobraremos… Juntos, soldados e povo, formaremos um muro inquebrantável de resistência. A vitória é nossa, porque a razão e a dignidade estão do nosso lado — venceremos”, afirmou.
Por fim, López pediu que a população evite o pânico e a anarquia.
“Não sucumbamos ao pânico que o inimigo busca semear. Evitemos o pânico e a anarquia — armas tão mortais quanto as próprias bombas”, concluiu.
Com Brasil 247



